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Profissionais de comunicação frequentam curso de Português para Jornalistas na área da Economia

Com duração de 90 horas, a formação permite a ampliação e consolidação de vocabulário específico e de estruturas gramaticais da área/Foto: Diligente

A formação de Português na área da Economia visa melhorar a compreensão e escrita sobre questões económicas. Formandos destacam contributo do curso para o seu trabalho.

Quinze profissionais ligados à comunicação social timorense terminam, na próxima segunda-feira, o curso intensivo de Português Específico para Jornalistas – Economia, dinamizado pelo projeto “Consultório da Língua para Jornalistas” (CLJ). Fazem parte da formação jornalistas da Tatoli, Timor Post e Diligente, além da equipa dos revisores linguísticos de conteúdos informativos em português e tradutores do Governo.

A formação, com a duração de 90 horas, permite a ampliação e consolidação de vocabulário específico e estruturas gramaticais ligadas aos temas de economia em geral, sistemas económicos e empreendedorismo. Por terem completado já os cursos de B2 e B2+, são também trabalhadas áreas críticas dos formandos.

O coordenador-adjunto do CLJ, José Monteiro, destaca a importância do aperfeiçoamento da escrita jornalística em português. “Mas, até para escreverem em tétum, os profissionais de comunicação têm de recorrer a inúmeros empréstimos de português de várias áreas, entre elas a economia, consultar documentos ou entrevistar fontes em língua portuguesa”, sublinha.

Natália Quintero, formadora do curso, explicou que a presença da economia no quotidiano dos cidadãos faz com que seja necessário aos profissionais de comunicação compreenderem esta área.

“A intenção é que o trabalho do comunicador vá além da simples publicação ou reprodução de dados obtidos junto de alguma fonte. Esperamos que os nossos formandos sejam capazes de criar conteúdo que, tendo em vista o público, seja compreensível para que os leitores estejam verdadeiramente informados”, destaca.

Questionada sobre os desafios da formação, a professora indicou a seleção de material, a elaboração de um manual específico ou a forma de conduzir as aulas. “Devemos estar também prontos para trazer para dentro da sala de aula materiais adicionais que ajudem a resolver dúvidas ou que realmente contribuam para ampliar aquilo que os formandos já sabem”, notou.

Aquilina Moniz, revisora de conteúdos informativos em língua portuguesa, considera que a formação de Português para Jornalistas em áreas específicas é útil para o seu trabalho: “Embora não seja jornalista, trabalho com conteúdos jornalísticos e é necessário aprofundar os nossos conhecimentos. É importante que saibamos de tudo um pouco. Quando não entendemos algumas palavras, inclusive na área de economia, podemos confundir os conceitos e prejudicar o trabalho de revisão”.

Também para Germenino Soares, tradutor do jornal diário Timor Post, o curso é um contributo para a sua atividade profissional. “Preciso de aprender termos específicos para melhorar os conteúdos jornalísticos. Muitos jornalistas timorenses não produzem conteúdos aprofundados sobre dados e percentagens. Por isso, fico a conhecer mais termos específicos da área e a saber interpretar os dados”, disse.

Além da aprendizagem de novos termos ligados a economia, Emiliano Pinto Nunes, tradutor de língua portuguesa na Presidência do Conselho de Ministros, sente “ter melhorado muito o seu português com este curso”.

Antes de Economia, já foram lecionados os cursos de Português Específico para Jornalistas – Saúde, Justiça e Educação. A intervenção do CLJ, na área da língua, é programada para que os formandos dominem progressivamente o português, numa perspetiva de língua não materna e para fins específicos, neste caso o jornalismo.

O percurso formativo começa com os níveis de proficiência A1/A2 (iniciação), passando pelos níveis intermédios B1, B2 e B2+, Oficina da Escrita Jornalística, várias áreas de Português Específico para Jornalistas e nível C1 (Avançado).

O CLJ é um projeto bilateral entre o Camões, Instituto da Cooperação e da Língua e a Secretaria de Estado da Comunicação Social (SECOMS), que tem como objetivo melhorar as competências de língua portuguesa e de jornalismo de jornalistas e profissionais do Governo ligados à comunicação.

Para conhecer melhor o CLJ, clique aqui.

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