BNU Timor apresenta soluções inovadoras e sustentáveis na Díli Trade Expo 2025

“Um banco que não cumpre as normas regulatórias coloca em risco o sistema financeiro” /Foto. Diligente

O Banco Nacional Ultramarino (BNU) Timor reafirmou o seu papel como parceiro estratégico no crescimento económico do país, promovendo inovação, digitalização e sustentabilidade no setor financeiro timorense.

O Banco Nacional Ultramarino (BNU) Timor, a instituição bancária mais antiga a operar no sistema financeiro timorense, participou este sábado (30.08) no seminário sobre serviços financeiros em Timor-Leste, realizado no Centro de Convenções de Díli. A atividade integrou a Díli International Trade Expo 2025, que decorreu sob o lema Hadomi Hau nia Produto, Hadomi Hau nia Timor (“Amo o meu produto, amo o meu Timor” – em português).

O evento, organizado pelo Ministério do Comércio e Indústria, teve como objetivo promover o intercâmbio e colaboração entre países, pequenas e médias empresas (PMEs), organizações não governamentais (ONG’s) e instituições governamentais, valorizando conquistas, inovações culturais e tecnológicas e reforçar a cooperação entre diversos setores.

Durante a sua intervenção, o gerente da agência do BNU Timor, Higino Belo, apresentou o tema “Strengthening Banking Service for Enterprises” (“Reforçando os Serviços Bancários para Empresas” – em Português), destacando a longa história e o papel central do banco no desenvolvimento económico de Timor-Leste. “Estamos há mais de um século a operar em Timor-Leste. O BNU tem contribuído significativamente para o crescimento económico, especialmente no apoio às empresas e na introdução de soluções modernas no sistema financeiro”, afirmou.

O responsável acrescentou que o banco oferece uma ampla gama de produtos e serviços adaptados às necessidades de particulares e empresas, desde contas à ordem e de poupança, com pacotes específicos para clientes empresariais, até contas destinadas a jovens entre os 17 e os 25 anos, isentas de taxas de manutenção e pensadas para incentivar a poupança. Para promover a cultura de poupança, o BNU dispõe ainda de produtos como a conta “Hau Nia Futuru” (O meu futuro – em Português)

Entre os meios de pagamento disponibilizados estão cheques, cartões de crédito, bem como serviços de online banking, terminais de pagamento automático (POS) e caixas automáticas.

O banco disponibiliza também meios de pagamento tradicionais e modernos, incluindo cheques, cartões de débito e crédito (locais e internacionais – Visa e Mastercard). Atualmente, o banco dispõe de cerca de 63  caixas automáticas (ATM)  distribuídas  pelo  território de Timor-Leste e terminais POS em supermercados e lojas, facilitando os pagamentos eletrónicos.

“Mais de 80% das transações em Timor-Leste ainda são feitas em numerário. O nosso objetivo é transformar esse cenário, promovendo os meios de pagamento eletrónicos e digitais”, frisou o gerente.

O serviço BNU Direto, uma plataforma de internet banking, permite aos clientes realizar transferências nacionais e internacionais, consultar saldos, adquirir saldo da Timor Telecom, pagar taxas sem comissões e contactar o banco em caso de dificuldades.

Para além disso, o BNU Timor disponibiliza serviços de transferência internacional. Para as empresas, o banco oferece garantias bancárias para execução de serviços e concursos públicos e linhas de crédito para projetos de investimento.

Durante a apresentação, Higino Belo destacou também a importância da diversificação e da expansão económica, sublinhando que a transição de uma economia azul para uma economia verde requer o envolvimento do setor financeiro e a iniciativa do setor privado. “O apoio do BNU depende de planos de desenvolvimento viáveis, benéficos e realistas apresentados pelas empresas”, disse.

O responsável recordou que o BNU já lançou campanhas de crédito com taxas de juro atrativas, mas registou ainda pouca adesão por parte das empresas. “O banco avalia cuidadosamente os riscos associados a cada cliente antes de conceder financiamento, para evitar incumprimentos que possam fragilizar o sistema financeiro”, destacou.

Higino Belo afirmou ainda que entre os produtos inovadores estão o crédito comunitário, destinado a apoiar empresas que pretendem importar bens e serviços para o país. Além disso, o banco lançou recentemente novas linhas de crédito para empresas e particulares que pretendem investir em soluções energéticas sustentáveis, como a instalação de painéis solares. “Estes produtos refletem o compromisso do BNU Timor com a sustentabilidade ambiental”, reforçou.

O BNU opera também uma agência móvel, que oferece os mesmos serviços de uma agência física, incluindo atendimento ao público e acesso a ATM, contribuindo assim para a inclusão financeira.

O BNU Timor cumpre rigorosamente os regulamentos do Banco Central de Timor-Leste, do Banco Central Europeu e do Banco de Portugal, assegurando a estabilidade e a confiança no sistema financeiro. Segundo o representante do banco, “um banco que não cumpre as normas regulatórias coloca em risco o sistema financeiro”.

Higino afirmou que o banco tem vindo a investir continuamente na modernização dos seus sistemas informáticos, reforçando a segurança digital e promovendo a digitalização dos meios de pagamento, para oferecer serviços mais eficientes e modernos.

Para Ana Andrade, diretora geral adjunta do BNU Timor, a participação na Díli International Trade Expo 2025 foi particularmente importante, dado o evento reunir diversas comitivas internacionais e empresas locais, permitindo mostrar Timor-Leste ao mundo e fortalecer a ligação com os cidadãos e os negócios. “A nossa presença aqui é muito importante, porque estamos a abrir Timor-Leste a outros países, mostrando o nosso potencial e as oportunidades que temos para oferecer”, referiu.

Durante a feira, o BNU apresentou um stand institucional e a agência móvel, dando a conhecer a sua oferta de contas, créditos e soluções inovadoras de financiamento sustentável. “Temos uma clientela fiel, mas ainda há muito a fazer. Precisamos que as pessoas nos visitem, tragam os seus projetos, para que possamos apoiá-las da melhor forma possível”, acrescentou.

A responsável salientou que a presença na Expo vai além da promoção de produtos. “Estar aqui é estar perto das pessoas, das comunidades e das empresas. É a forma mais eficaz de mostrar o que temos para  oferecer e de cumprir a nossa missão de apoiar o desenvolvimento de Timor-Leste”, destacou.

O evento recebeu também feedback positivo dos participantes. Gabriel Pereira afirmou que a apresentação lhe despertou interesse, sobretudo no que diz respeito às contas poupança destinadas a jovens. “Pretendo visitar uma agência para obter mais informações sobre esta opção. Criar o hábito de poupar é essencial, sobretudo para quem deseja investir no futuro”, afirmou.

Já Madalena Soares, cliente do banco, elogiou a seriedade da instituição: “Ainda não tenho um plano de crédito, mas vejo que o banco atua com seriedade e está realmente comprometido em apoiar quem quer crescer no seu negócio. É crucial que continue a aproximar-se da população de forma acessível e transparente.” Madalena apelou ao banco que continue a aproximar-se da população para apresentar os produtos de forma acessível e transparente. “É essencial que o BNU continue a garantir a segurança dos dados dos clientes, assim reforça a confiança do público na instituição”, concluiu.

O seminário contou ainda com a participação de representantes de outras instituições financeiras, como o Banco Nacional de Comércio de Timor-Leste, o Bank Republik Indonesia, a cooperativa de crédito CU LANAMONA, a empresa de transferências Western Union, a instituição de microfinanças Kaebauk, bem como de académicos convidados.

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