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Escola Portuguesa de Díli assinala 25 de Abril com corrida que promove a cidadania

A liberdade deve ser preservada e vivida com responsabilidade/ Foto: Diligente

A Escola Portuguesa de Díli assinalou os 52 anos da Revolução dos Cravos com a terceira edição da Corrida da Liberdade. O evento reuniu centenas de alunos, professores e famílias numa atividade que combinou desporto e cidadania, reforçando junto dos mais jovens os valores da liberdade, do respeito e da democracia.

A Escola Portuguesa de Díli voltou a assinalar, esta sexta-feira, 24 de abril, o valor da liberdade com a realização da terceira edição da Corrida da Liberdade, uma iniciativa promovida pelo Departamento do Primeiro Ciclo que tem vindo a ganhar cada vez mais expressão junto da comunidade escolar.

Mais do que uma atividade desportiva, o evento afirmou-se como um momento de formação cívica, promovendo, junto dos alunos do primeiro ciclo, a reflexão sobre valores como a liberdade, a democracia, o respeito e a cidadania.

A coordenadora do departamento, Maria José Machado, explicou que a atividade surge integrada nas comemorações dos 52 anos da Revolução dos Cravos, ocorrida a 25 de abril de 1974. A responsável sublinhou que o objetivo não é apenas a prática desportiva, mas também a transmissão de valores fundamentais às crianças.

“Queremos explicar aos nossos alunos que a liberdade se conquista todos os dias e que não pode ser esquecida, especialmente nos tempos atuais, em que é cada vez mais importante refletir sobre o seu verdadeiro significado”, afirmou.

A coordenadora destacou ainda a importância de ensinar que a liberdade implica responsabilidade e respeito pelo outro. “A nossa liberdade termina onde começa a dos outros. É essencial que os alunos compreendam que ser livre não significa falta de responsabilidade ou desrespeito”, reforçou.

Explicou ainda que a Corrida da Liberdade não é apenas uma competição, mas sim uma atividade educativa. Apesar de haver vencedores, o mais importante é participar e respeitar os outros.

“Não é apenas vencer que importa, mas participar e valorizar tanto quem chega em primeiro como quem chega em último”, acrescentou, salientando que estes princípios são também trabalhados nas aulas de cidadania, mas ganham maior significado quando vividos na prática.

O evento contou com forte envolvimento das famílias, que marcaram presença para apoiar os alunos. Para a organização, este apoio é um exemplo claro de cidadania, uma vez que os pais aplaudem não apenas os seus filhos, mas também os colegas, independentemente da classificação.

Maria José Machado destacou que o entusiasmo dos alunos foi muito elevado, tendo superado as expectativas, o que trouxe novos desafios para futuras edições. “Cada vez mais pessoas querem participar, incluindo professores, a direção e até alguns encarregados de educação, que este ano também correram de forma simbólica”, disse.

Perante o aumento do interesse, a organização já começou a planear o futuro, embora reconheça limitações de espaço. “Pedimos desculpa aos alunos que não puderam participar este ano, mas estamos a trabalhar para criar melhores condições e permitir uma maior inclusão na próxima edição”, garantiu.

A coordenadora sublinhou que o mais importante é participar, destacando que a liberdade, tal como foi conquistada, deve ser preservada e vivida com responsabilidade.

O diretor da Escola Portuguesa de Díli, Manuel Marques, destacou a importância da Corrida da Liberdade como uma iniciativa que vai muito além do desporto, “assumindo-se como um instrumento de formação cívica e de transmissão de valores fundamentais aos alunos.”

Segundo o diretor, a escola, enquanto instituição portuguesa no estrangeiro, tem a responsabilidade de transmitir aos estudantes os valores associados ao 25 de Abril, como a liberdade, a democracia, o respeito pelos direitos humanos e a dignidade do cidadão.

Manuel Marques sublinhou que, estando em Díli, muitos alunos podem não ter uma ligação direta com este momento histórico de Portugal. Ainda assim, considerou essencial manter viva a memória da data, não apenas como recordação do passado, mas também como preparação para o futuro. “A liberdade e a democracia não surgem por acaso. Foram conquistadas com esforço, com luta e até com sacrifícios humanos. É importante que os alunos compreendam isso”, afirmou.

Para o diretor, iniciativas como esta ajudam a aproximar os alunos destes conceitos de forma prática e envolvente. Ao associar a celebração a uma atividade lúdica e participativa, a escola consegue captar o interesse dos estudantes, promovendo simultaneamente a reflexão sobre o significado da liberdade.

Manuel Marques destacou que a educação para a cidadania começa nos gestos mais simples do dia a dia. Desde o respeito pelos outros até à preservação do espaço comum, como não deitar lixo no chão, tudo faz parte da formação de cidadãos conscientes e responsáveis.

“Queremos formar estudantes que compreendam os valores da democracia, que saibam respeitar o próximo e que, no futuro, participem de forma ativa e informada na sociedade”, explicou.

O diretor salientou ainda o entusiasmo dos alunos como um dos aspetos mais marcantes da iniciativa, referindo que a elevada participação reflete não só o caráter lúdico da atividade, mas também o sucesso da mensagem transmitida.

“Todos os alunos compreendem o significado desta data e o que representam a liberdade e a democracia. A liberdade é muito importante, mas termina onde começa a dos outros, o que exige respeito na sociedade. Esta é, por isso, uma questão essencial”, afirmou.

Segundo o diretor, a Corrida da Liberdade é um momento simbólico e educativo que ajuda a formar a consciência cívica dos mais jovens. “Trata-se de um investimento no futuro e na construção de uma sociedade mais justa, democrática e desenvolvida em Timor-Leste.”

Por sua vez, o embaixador de Portugal em Timor-Leste, Duarte Bué Alves, associou-se às comemorações, destacando a importância de transmitir às novas gerações o significado histórico e cívico da Revolução dos Cravos.

Num momento de diálogo direto com os alunos do primeiro ciclo, o diplomata incentivou envolver as crianças a refletirem sobre o significado do 25 de Abril, recordando que esta data marca o fim de um longo período de ditadura em Portugal e o início de uma era de liberdade e democracia.

“O 25 de Abril é o Dia da Liberdade”, sublinhou, explicando que a revolução de 1974 trouxe profundas transformações não só em Portugal, mas também com impacto histórico noutros territórios, incluindo Timor-Leste.

Apesar da pouca idade dos alunos, o embaixador destacou a importância de começarem desde cedo a compreender estes conceitos. Durante a intervenção, Duarte Bué Alves explicou ainda a origem simbólica do cravo, flor que se tornou o principal ícone da revolução.

Recordou a história da florista que distribuiu cravos aos soldados no dia da revolução, gesto que viria a marcar simbolicamente o movimento. “É uma história que vão estudar mais tarde, mas é importante saberem que esta flor representa a liberdade”, afirmou.

O diplomata elogiou também a forma como a escola assinalou a data, através de uma atividade desportiva. “Correr pela liberdade é uma forma acessível e significativa de celebrar este momento histórico”, destacou.

A interação com os alunos demonstrou que muitos já reconhecem o 25 de Abril como o “Dia da Liberdade”, associando-o à democracia e aos direitos fundamentais. Para Duarte Bué Alves, este é um sinal positivo do trabalho educativo desenvolvido pela escola.

A presença do diplomata reforçou o caráter institucional da iniciativa e a importância de manter viva a memória histórica junto das gerações mais jovens, promovendo valores essenciais como a liberdade, o respeito e a cidadania ativa.

A Corrida da Liberdade contou com a participação de 252 alunos do 1.º ao 4.º ano, num universo de 510 estudantes. A atividade destacou-se pela forte adesão e entusiasmo, premiando os melhores classificados de cada ano, nas categorias feminina e masculina.

No 1.º ano feminino, Adriella Lima conquistou o primeiro lugar, seguida de Cecília Araújo, em segundo, e Catriona Soares, em terceiro. Já no 2.º ano feminino, Anaflorinha Sarmento ficou em primeiro lugar, com Cátia Barreto em segundo e Finolla Freitas em terceiro. No 3.º ano feminino, o primeiro lugar foi alcançado por Virzi Babo, seguida por Mhaona Tavares e Clara Araújo. No 4.º ano feminino, Navita Silva destacou-se na primeira posição, enquanto Timora Savio e Sonyta Babo ocuparam o segundo e terceiro lugares, respetivamente.

Na categoria masculina, no 1.º ano, Timorei Costa ficou em primeiro lugar, Bartolomeu Soares em segundo e Domilino Neves em terceiro. No 2.º ano, João Pereira conquistou o primeiro lugar, seguido por Aldeano Soares e Elvano Neves. No 3.º ano, José Silva garantiu a vitória, com João Martins em segundo lugar e Jenildo Carvalho em terceiro. Por fim, no 4.º ano masculino, Clarisio Santos alcançou o primeiro lugar, enquanto Rinaldo Bama e Lionel Ximenes completaram o pódio.

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