Nem estudam, nem trabalham: uma geração à espera de oportunidades em Timor-Leste

“Os jovens são um recurso extremamente valioso para Timor-Leste"./foto: IA

Em Timor-Leste, cerca de um em cada três jovens não trabalha, não estuda nem frequenta formação profissional. Entre dificuldades económicas, poucas oportunidades e percursos interrompidos, muitos continuam à espera de uma oportunidade para construir o futuro.

Ainda não são dez horas da manhã e, na casa onde vive, em Lahane, Clementino Ximenes Tilman já preparou o almoço. Enquanto a mãe e os irmãos saem para trabalhar ou estudar, ele permanece em casa. Depois de terminar as tarefas domésticas, passa parte do dia a jogar no telemóvel, sobretudo Mobile Legends, ou a conversar com primos e vizinhos.

“Eu apenas preparo o almoço, porque todos saem para trabalhar e estudar. De manhã, a maioria de nós apenas toma café ou compra o pequeno-almoço fora”, contou.

Natural do município de Aileu, Clementino tem 27 anos e encontra-se atualmente sem emprego. Também não frequenta qualquer estabelecimento de ensino nem participa em programas de formação profissional. A sua rotina repete-se há vários anos, enquanto procura uma oportunidade que lhe permita mudar de vida.

No caso de Clementino, a vida mudou depois da morte do pai. A mãe e os irmãos continuam ocupados com as respetivas atividades profissionais e escolares e, por isso, cabe-lhe assegurar parte das tarefas domésticas.

Aos fins de semana, ajuda ainda a alimentar os porcos que a família cria. Sempre que algum vizinho precisa de apoio para construir uma casa ou realizar outros trabalhos, também se disponibiliza para ajudar.

“Se algum vizinho está a construir uma casa ou precisa de ajuda em qualquer outro trabalho, eu ajudo, porque esta já é uma tradição. Os vizinhos ajudam-se uns aos outros. Quando nós precisamos, eles também nos ajudam. Fora disso, passo grande parte do tempo em casa”, explicou.

Apesar de estar atualmente desempregado, Clementino já teve uma experiência profissional. Em 2023, trabalhou durante seis meses como trabalhador ocasional. No entanto, quando esse trabalho terminou, não conseguiu encontrar outra oportunidade.

“Já trabalhei como trabalhador ocasional, mas apenas durante alguns meses. Depois disso, ainda não consegui outro emprego. Penso que procurar trabalho é realmente difícil. Tentei algumas vezes, mas nunca recebi uma resposta”, afirmou.

Antes disso, em 2020, frequentou um curso de inglês como preparação para participar num programa de trabalho na Austrália, promovido pela Secretaria de Estado da Formação Profissional e Emprego (SEFOPE). Contudo, não foi selecionado e acabou por abandonar a formação.

Nesse mesmo ano, tentou ingressar no curso de Comunicação Social da Universidade Oriental Timor Lorosa’e, mas as dificuldades financeiras impediram-no de prosseguir os estudos.

“Eu tentei continuar os estudos, mas não foi possível porque as propinas eram caras. Também frequentei o curso de inglês, mas, depois de não ser selecionado para o programa, deixei de continuar”, recordou.

A falta de rendimento é outra das preocupações que o acompanha diariamente. Embora a alimentação não lhe falte, graças ao apoio da família, sente-se constrangido sempre que precisa de dinheiro para despesas pessoais.

“Esta situação de não ter rendimento faz-me pensar muito. Para comer talvez não tenha tanta preocupação, mas, quando preciso de outras coisas, sinto vergonha de estar sempre a pedir ajuda aos outros.”

Clementino considera ainda que a falta de informação sobre oportunidades de emprego constitui um obstáculo adicional. Diz que a mãe nunca deixa de o incentivar a procurar trabalho, mas admite que o reduzido nível de escolaridade e a pouca experiência profissional lhe retiram confiança.

“A minha mãe diz-me sempre para procurar trabalho, mas até agora ainda não consegui encontrar. Sinto que tenho pouco acesso a informações sobre oportunidades de emprego. Com o nível de escolaridade e a experiência que tenho, também não tenho muita confiança para procurar trabalho.”

A história de Clementino não é um caso isolado. Em Timor-Leste, milhares de jovens encontram-se na mesma situação. São conhecidos internacionalmente pela sigla NEET (Not in Employment, Education or Training), utilizada para designar pessoas que não trabalham, não estudam e não frequentam qualquer programa de formação profissional.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística de Timor-Leste (INETL), cerca de um em cada três jovens timorenses entre os 15 e os 24 anos encontra-se nesta condição. Para muitos, a falta de oportunidades de emprego, as dificuldades económicas das famílias e o acesso limitado ao ensino e à formação dificultam a construção de um percurso profissional estável.

Embora o indicador NEET seja habitualmente utilizado para a população entre os 15 e os 24 anos, o Diligente encontrou também jovens acima dessa idade que continuam afastados do emprego, da educação e da formação profissional, refletindo dificuldades semelhantes.

Mas Clementino não é o único jovem cuja vida ficou suspensa entre o abandono dos estudos e a dificuldade em encontrar emprego. A história de Adérito Lopes Soares mostra como as dificuldades económicas continuam a obrigar muitos jovens timorenses a interromper a formação académica para ajudar as famílias.

Dos estudos interrompidos aos trabalhos ocasionais

Natural do município de Viqueque e residente em Hera, Adérito Lopes Soares, de 27 anos, acreditava que o ensino superior seria o caminho para construir uma vida melhor. Frequentava o curso de Contabilidade, mas viu esse projeto interrompido no quinto semestre, quando as dificuldades económicas da família o obrigaram a abandonar a universidade.

“Estudava Contabilidade, mas só consegui chegar ao quinto semestre porque a situação económica da minha família não me permitiu continuar. Depois de abandonar os estudos, passei a ajudar os meus pais na agricultura, cultivando legumes para vender”, contou.

Desde então, a sua rotina divide-se entre o trabalho agrícola e pequenos serviços que vão surgindo. Sempre que algum vizinho precisa de ajuda na construção de uma casa, Adérito aceita trabalhos como a colocação de azulejos ou de tetos falsos.

Durante cerca de um ano trabalhou também como mecânico numa oficina. No entanto, terminado o contrato, voltou a enfrentar o desemprego. “Já tentei procurar trabalho noutros locais, incluindo candidatar-me a vagas como guarda de segurança. No entanto, a concorrência é muito forte, porque o número de candidatos é muito superior ao das vagas disponíveis”, afirmou.

Segundo Adérito, a procura de emprego tornou-se uma corrida desigual. Para um único posto de trabalho apresentam-se, muitas vezes, dezenas de candidatos.

Apesar das dificuldades, recusa ficar parado. Continua a aceitar pequenos trabalhos na construção civil, aproveitando a experiência que adquiriu ao longo dos últimos anos, e está a tratar da documentação necessária para procurar emprego no estrangeiro.

“Enquanto não aparece uma oportunidade melhor, faço os trabalhos que consigo. Também estou a preparar os documentos para tentar trabalhar fora de Timor-Leste”, explicou.

Uma realidade semelhante é vivida por António da Costa, de 26 anos, natural e residente no município de Baucau. Depois de concluir o ensino secundário, ingressou na universidade em 2020. Contudo, três anos mais tarde, viu-se obrigado a interromper os estudos devido às dificuldades económicas da família.

“Como venho de uma família humilde, tive de interromper os estudos e passei apenas a ajudar o meu pai e a minha mãe nos trabalhos agrícolas”, contou.

Desde então, António dedica a maior parte do tempo ao apoio da família e ainda não conseguiu encontrar um emprego permanente.

Apesar disso, continua a acreditar que poderá construir uma carreira compatível com a formação que iniciou e mantém a esperança de que surjam mais oportunidades para os jovens timorenses. “Peço ao Governo que crie mais postos de trabalho para os jovens, porque todos os anos há muitos diplomados que precisam de emprego”, afirmou.

As histórias de Clementino, Adérito e António são diferentes, mas têm pontos em comum. Todos interromperam ou adiaram projetos de vida devido às dificuldades económicas, todos enfrentam obstáculos para encontrar trabalho e todos continuam a acreditar que poderão construir um futuro melhor.

As suas experiências refletem uma realidade que afeta milhares de jovens timorenses: a transição para a vida adulta tornou-se mais longa e mais difícil, marcada pela escassez de oportunidades e pela incerteza quanto ao futuro.

O desemprego e a interrupção dos estudos não afetam apenas os jovens. Também os pais acompanham com preocupação a dificuldade dos filhos em conquistar autonomia financeira e construir um projeto de vida.

Gaspar Jerónimo, pai de seis filhos, conhece bem essa realidade. Embora reconheça que encontrar emprego em Timor-Leste é cada vez mais difícil, admite que nem sempre consegue esconder a preocupação quando vê alguns dos filhos permanecerem em casa sem estudar nem trabalhar.

“Eu também trabalho e sei como é difícil encontrar emprego. Mas, às vezes, fico zangado quando vejo os meus filhos em casa sem fazer nada, apenas deitados, porque penso no futuro deles”, confessou.

Dos seus seis filhos, três já concluíram o ensino secundário. Um frequenta atualmente o último semestre da universidade, outro trabalha como empregado de café depois de vários anos sem emprego e um terceiro optou por frequentar uma formação profissional em vez de prosseguir os estudos universitários.

Apesar das dificuldades do mercado de trabalho, Gaspar continua a incentivar os filhos a procurarem oportunidades por iniciativa própria. “Às vezes fico tão preocupado que deixo de falar com eles durante alguns dias. Também já lhes retirei alguns apoios, como o transporte que lhes tinha dado, porque queria que percebessem a importância de procurar trabalho”, contou.

Na sua opinião, preparar os jovens para a vida adulta é particularmente importante em Timor-Leste, onde as responsabilidades familiares vão muito além das despesas do agregado. “Em Timor-Leste, quando uma pessoa forma uma família, a responsabilidade não é apenas alimentar os filhos, mas também participar nas obrigações familiares e culturais, que muitas vezes exigem recursos financeiros”, explicou.

Empresários pedem mais competências e uma mudança de mentalidade

Para quem procura emprego, a escassez de oportunidades é a principal dificuldade. Mas, do lado dos empregadores, há quem defenda que o problema resulta também da necessidade de reforçar as competências dos jovens e de alargar as suas perspetivas profissionais.

O gerente da 99 Patrol Station, Adelino Gonzaga, considera que, apesar das limitações do mercado de trabalho timorense, os jovens não devem desistir de investir na sua formação. “Mesmo que as oportunidades sejam limitadas, continuem a preparar-se e a investir nas vossas competências”, afirmou.

Segundo Adelino, muitos jovens continuam a concentrar as suas expectativas no ingresso na função pública, quando existem também oportunidades no setor privado e noutras áreas de atividade.

Na sua opinião, o Governo deve continuar a criar mais postos de trabalho, mas também promover um ambiente favorável ao crescimento das empresas privadas, permitindo-lhes contratar mais trabalhadores. “Não esperem que o emprego venha até nós. Devemos esforçar-nos, porque através do esforço surgirão oportunidades”, acrescentou.

Uma visão semelhante é partilhada pelo proprietário do restaurante Dilicious, Cesar Trinito Freitas Gaio.

Embora reconheça que a taxa de desemprego entre os jovens continua elevada, considera que ainda existem alternativas para gerar rendimento, sobretudo para quem está disposto a explorar oportunidades fora do emprego formal.

Segundo o empresário, um dos principais problemas reside na forma como muitos jovens encaram o mercado de trabalho. “Muitos pensam que, depois de terminarem os estudos, só devem trabalhar num escritório”, observou.

Na sua perspetiva, essa ideia faz com que áreas fundamentais para a economia timorense, como a agricultura e a pecuária, sejam frequentemente desvalorizadas pelos jovens.

“A agricultura e a pecuária são setores muito importantes para a vida da população e para a economia do país. Infelizmente, atualmente estas atividades são realizadas sobretudo por pessoas mais velhas, porque muitos jovens pensam que, depois de estudar, só devem trabalhar num escritório.”

Cesar considera que o empreendedorismo continua pouco valorizado e defende que a escola e a sociedade deveriam preparar melhor os jovens para criarem o próprio emprego.

Explica que incentiva regularmente os seus funcionários a frequentarem ações de formação, de forma a desenvolverem novas competências e aumentarem as suas possibilidades de progressão profissional.

Ao mesmo tempo, chama a atenção para outro desafio: todos os anos aumenta o número de diplomados do ensino secundário e superior, enquanto o mercado de trabalho continua incapaz de absorver todos os novos candidatos.

Além disso, muitos jovens concentram a procura de emprego em Díli, deixando escapar oportunidades existentes noutros municípios. “Nem todos estão dispostos a trabalhar fora da capital. Isso faz com que algumas oportunidades disponíveis noutras regiões acabem por não ser aproveitadas”, afirmou.

Para Cesar, o desemprego entre os jovens resulta da conjugação de vários fatores: a reduzida oferta de emprego, a falta de informação sobre alternativas profissionais, a concentração da procura em Díli e o desajustamento entre as competências dos candidatos e as necessidades das empresas.

Um potencial que continua por aproveitar

Para a investigadora da La’o Hamutuk, Marta da Silva, as histórias de Clementino, Adérito e António ilustram um problema que ultrapassa as dificuldades individuais e levanta questões sobre o futuro do próprio país.

Na sua opinião, os jovens representam um dos maiores recursos de Timor-Leste. No entanto, quando lhes faltam oportunidades para estudar, trabalhar ou desenvolver competências, esse potencial permanece desaproveitado.

“Os jovens são um recurso extremamente valioso para Timor-Leste. No entanto, quando não existem espaço e oportunidades para eles, esse potencial não se desenvolve e pode até transformar-se numa ameaça para o futuro do país, porque os jovens perdem a esperança”, afirmou.

Segundo Marta da Silva, a condição dos jovens que não estudam, não trabalham nem frequentam formação profissional aumenta a vulnerabilidade social e económica e exige uma resposta sustentada através de políticas públicas.

A investigadora salienta que o desenvolvimento de Timor-Leste dependerá não apenas da riqueza dos seus recursos naturais, mas sobretudo da capacidade de formar recursos humanos qualificados.

A adesão do país à ASEAN, acrescenta, representa uma oportunidade importante, mas também um desafio. Se os jovens timorenses não adquirirem as competências necessárias para competir num mercado de trabalho cada vez mais aberto, poderão ficar em desvantagem face aos trabalhadores dos restantes Estados-membros.

“Se esta oportunidade não for bem aproveitada, serão os outros países a beneficiar mais, enquanto Timor-Leste corre o risco de se tornar apenas um espectador no seu próprio país.”

Marta da Silva sublinha ainda que um país rico em recursos naturais continua a depender das pessoas para transformar essa riqueza em desenvolvimento. “Os recursos naturais, por si só, não chegam. É preciso investir nas pessoas para que o país consiga crescer e competir internacionalmente.”

Um em cada três jovens está afastado do emprego, da escola e da formação

As histórias de Clementino, Adérito e António refletem uma realidade que afeta uma parte significativa da juventude timorense.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística de Timor-Leste (INETL), cerca de 30% dos jovens entre os 15 e os 24 anos encontram-se na condição NEET, ou seja, não trabalham, não frequentam estabelecimentos de ensino nem participam em programas de formação profissional.

Com base no Labour Force Survey de 2021 e no Censo da População e Habitação de 2022, o presidente do INETL, Elias dos Santos Ferreira, explicou que, em 2021, cerca de 82,8 mil jovens se encontravam nesta situação, representando 30,5% da população timorense entre os 15 e os 24 anos.

Segundo o responsável, esta realidade afeta tanto rapazes como raparigas, embora seja ligeiramente mais frequente entre as jovens. Os dados indicam que 31,3% das mulheres jovens estavam na condição NEET, enquanto entre os homens a percentagem era de 29,8%.

“Os dados mostram que uma parte significativa da juventude timorense permanece afastada do emprego, da educação e da formação. Esta situação representa um desafio importante para o desenvolvimento dos recursos humanos do país”, afirmou.

Elias dos Santos Ferreira sublinhou que a situação da juventude não deve ser analisada apenas através da taxa de desemprego.

Muitos jovens permanecem fora do mercado formal de trabalho, dedicando-se a atividades informais, agrícolas ou ao apoio às respetivas famílias, sem que essas situações sejam refletidas nas estatísticas tradicionais do emprego.

De acordo com o Labour Force Survey de 2021, 50,3% dos trabalhadores timorenses trabalham por conta própria ou como trabalhadores familiares não remunerados, enquanto 48,5% exercem trabalho remunerado.

O responsável acrescentou que uma parte significativa da população continua ligada à agricultura, setor caracterizado por atividades sazonais e de subsistência, situação que contribui para níveis elevados de subemprego e para rendimentos instáveis.

“Uma em cada três pessoas jovens encontra-se sem ligação ao emprego, à educação ou à formação. Estes dados são importantes para apoiar a criação de políticas públicas e responder aos desafios da juventude timorense”, afirmou.

Um desafio que também afeta a saúde mental

As consequências da condição NEET vão além da dimensão económica. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), fatores como a pobreza, a exclusão social e as dificuldades socioeconómicas podem aumentar a vulnerabilidade dos jovens a problemas de saúde mental.

A ausência de oportunidades de educação, emprego e formação pode afetar a autoestima, reduzir a motivação e diminuir a confiança no futuro, comprometendo o desenvolvimento pessoal e profissional.

A OMS defende que ambientes familiares, escolares e comunitários de apoio desempenham um papel essencial na proteção da saúde mental dos jovens e ajudam-nos a enfrentar situações de maior vulnerabilidade.

Por isso, considera que o combate à condição NEET deve ir além da criação de emprego, envolvendo igualmente o acesso à educação, à formação profissional e a mecanismos de apoio social.

À espera de uma oportunidade

Enquanto continuam a discutir-se políticas públicas e soluções para responder a este desafio, a rotina de Clementino pouco mudou. Todos os dias prepara o almoço antes de a família regressar a casa. Adérito continua a aceitar pequenos trabalhos de construção sempre que surgem. António ajuda os pais na agricultura enquanto espera por uma oportunidade para regressar ao mercado de trabalho.

As suas histórias mostram que a condição NEET não resulta apenas da falta de vontade de estudar ou de trabalhar. É, muitas vezes, consequência da combinação entre dificuldades económicas, acesso limitado ao ensino e à formação e um mercado de trabalho incapaz de absorver todos os jovens que procuram construir o seu futuro.

Por detrás das estatísticas estão milhares de percursos interrompidos, projetos adiados e expectativas que permanecem por concretizar. Num país onde a juventude representa uma das maiores riquezas, o desafio passa por transformar esse potencial em oportunidades reais, para que uma geração inteira não permaneça à margem do desenvolvimento.

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