Conteúdo Patrocinado

BNU Timor junta-se à Escola Portuguesa de Díli em ação de limpeza das praias

BNU Timor apoia e participa na limpeza de praia organizada pela EPD/Foto: Diligente

A iniciativa da Escola Azul reuniu estudantes, professores, encarregados de educação e funcionários do BNU Timor numa campanha de sensibilização ambiental entre a Areia Branca e o Cristo Rei

Na manhã de sábado, 23 de maio de 2026, estudantes da Escola Portuguesa de Díli (EPD), professores, encarregados de educação e funcionários do Banco Nacional Ultramarino (BNU) Timor participaram numa ação de limpeza das praias entre Areia Branca e Cristo Rei, com o objetivo de sensibilizar a comunidade para a proteção ambiental e preservação dos oceanos.

O BNU Timor associou-se à iniciativa da Escola Azul da EPD, que procura promover a consciência ambiental junto de crianças, jovens e adultos, incluindo os pais. A ação enquadra-se também num dos três pilares de sustentabilidade do BNU Timor: a proteção ambiental.

Segundo a professora Élia Gomes, a EPD integra a rede de Escolas Azuis de Portugal, que inclui igualmente escolas da lusofonia. “Esta é mais uma iniciativa no âmbito da literacia oceânica e da participação ativa dos alunos”, afirmou a docente, acrescentando que a atividade pretende sensibilizar para a grande quantidade de lixo existente nas praias de Timor-Leste.

Já Nobelinha Sarmento, responsável pelas ações de sustentabilidade do BNU Timor, recordou que o banco já tinha promovido iniciativas semelhantes no passado. “Como a EPD voltou a organizar esta atividade, o BNU decidiu associar-se a esta iniciativa de sensibilização contra o lixo nas praias, sendo o mar a nossa maior riqueza e algo que devemos proteger. Sensibilizamos as crianças para o facto de o lixo ser perigoso para o ambiente”, afirmou.

Para a diretora do BNU Timor, Ana Andrade, a atividade assume particular importância porque preservar a natureza e manter o ambiente limpo é um dever coletivo. “Nada melhor do que nos associarmos à Escola Portuguesa de Díli, uma vez que é uma escola que está a formar meninos e meninas”, sublinhou.

A responsável acrescentou que a iniciativa serviu também como exemplo prático para os estudantes, incentivando-os a não sujar as praias e a tratar corretamente o lixo que produzem. Além disso, considerou tratar-se de uma campanha de sensibilização dirigida não apenas aos participantes, mas também à cidade e ao país.

As professoras da EPD distribuíram os materiais da limpeza/Foto: Diligente

Antes do início da limpeza, as professoras da EPD distribuíram materiais aos estudantes, pais e funcionários participantes. Nobelinha Sarmento explicou que o BNU Timor apoiou igualmente a iniciativa através da disponibilização de sacos do lixo, luvas, t-shirts e água.

blank
Logo que receberam os sacos, as luvas e as instruções, os participantes dividiram-se em grupos para percorrer a praia/Foto: Diligente

Os estudantes da EPD mostraram-se entusiasmados por participarem na limpeza ao lado dos colegas e de dezenas de voluntários. Para a professora Élia Gomes, as crianças são os futuros cidadãos e têm também a responsabilidade de sensibilizar outras pessoas, começando pelos próprios pais, que poderão não ter tido educação ambiental suficiente sobre o impacto do lixo nos oceanos.

blank
As crianças pararam por momentos para apreciar o mar de águas cristalinas/Foto: Diligente

“São sobretudo as camadas mais jovens que serão responsáveis pela mudança da mentalidade ambiental. Ainda há muito por fazer aqui em Timor, embora nos últimos tempos já se tenha verificado uma maior consciência ambiental”, afirmou a professora.

Garrafas de água e maços de cigarros continuam a poluir as praias/Foto: Diligente

Apesar das várias iniciativas de limpeza promovidas em Díli, nomeadamente nas praias de Areia Branca e Cristo Rei, continua a verificar-se o abandono de lixo fora dos locais apropriados. Garrafas de água, tampas, sacos de plástico, palhinhas e maços de cigarros continuam espalhados pelas praias.

Os resíduos deitados na praia acabam muitas vezes no mar/Foto: Diligente

Além da limpeza da areia, várias crianças e jovens entraram no mar para recolher resíduos. Olulinha Soares e Alcina Lay, estudantes do oitavo ano da EPD, alertaram para os perigos do lixo marinho.

“Porque o lixo pode entrar também na cadeia alimentar e isso faz mal para nós. Os plásticos que estão agora na praia podem entrar na água e depois os humanos pescam os peixes que ingeriram plástico, acabando também por os consumir”, explicou Alcina Lay.

blank
Muitas beatas de cigarros foram recolhidas durante a limpeza/Foto: Diligente

Ao longo das praias e das ruas foram igualmente encontradas inúmeras beatas de cigarros. Segundo a professora Élia Gomes, muitas encontram-se enterradas na areia. “A decomposição demora mais de cinco anos e transforma-se em microplásticos que acabam por entrar nas cadeias alimentares, tornando-se também um problema de saúde”, alertou.

A docente observou ainda que, em Timor-Leste, o elevado consumo de tabaco está associado não apenas a problemas de saúde, mas também a impactos ambientais quando os resíduos dos cigarros não são devidamente tratados.

blank
Dezenas de sacos de lixo foram enchidos durante a limpeza/Foto: Diligente

Os participantes mostraram-se satisfeitos com a forte adesão de estudantes, encarregados de educação, professores e outros voluntários. Apesar do cansaço provocado pelo trabalho de limpeza e pelas temperaturas elevadas, os participantes consideraram positiva a experiência depois de observarem os resultados alcançados.

As estudantes esperam que, no futuro, existam mais contentores com separação de resíduos e menos pessoas a deitar lixo em qualquer lugar.

blank
A iniciativa foi promovida pela EPD, através do programa Escola Azul/Foto: Diligente

Para a professora Élia Gomes, o mais importante não é apenas realizar campanhas de limpeza, mas prevenir a produção e o abandono de lixo.

“Hoje existem pequenas ações que servem sobretudo para sensibilizar, mas que não resolvem o problema. O mais importante é que as pessoas tenham consciência e não deixem lixo na praia. Tudo o que trazem devem levar consigo”, afirmou.

Simplício de Deus, um dos embaixadores da Escola Azul na EPD, explicou que o objetivo da atividade, que envolveu estudantes, pais e funcionários da escola, passa por sensibilizar para a mudança de mentalidades. “As mudanças começam com pequenas ações como esta: não deitar lixo no chão”, afirmou.

A professora Élia Gomes considerou ainda que o hábito de deitar lixo em qualquer lugar está relacionado com a ausência de educação ambiental ao longo dos anos. “É um pouco cultural. Muitas pessoas em Timor-Leste atiram naturalmente o lixo para o chão, como se fosse algo normal, mas não é. Acho que esta mudança ainda vai demorar algum tempo, mas acredito que estes meninos façam parte dessa transformação”, disse.

blank
A iniciativa contou com forte participação dos funcionários e da direção do BNU Timor/Foto: Diligente

Reconhecendo que a mudança de mentalidades exige tempo, a diretora do BNU Timor, Ana Andrade, garantiu que o banco continuará a apostar em campanhas ambientais.

“Sempre que formos desafiados, participaremos em campanhas. Esta é uma delas. Já tínhamos participado noutras iniciativas no passado e continuaremos a fazê-lo sempre que houver oportunidade. É também uma forma de demonstrarmos o nosso compromisso com Timor-Leste”, afirmou.

Nobelinha Sarmento reforçou que o problema do lixo não se resolve de um dia para o outro. “Temos de sensibilizar mais, promover mais iniciativas de limpeza e divulgar mais informação sobre o impacto do lixo no ambiente, inclusive nas redes sociais. Não conseguimos mudar comportamentos de um dia para o outro. É um trabalho contínuo”, concluiu.

Conteúdo patrocinado por:

blank

Comente ou sugira uma correção

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *