Previsões da FAO e da UNICEF apontam para a possibilidade de haver menos chuva do que o costume, temperaturas mais elevadas e maior risco de seca entre o final de 2026 e o início de 2027. O cenário poderá afetar a próxima época agrícola, o acesso à água e a segurança alimentar, sobretudo nas comunidades que dependem da agricultura de sequeiro. No terreno, alguns agricultores dizem, contudo, não ter recebido informação suficiente sobre o El Niño e os seus possíveis impactos na produção.
Segundo o relatório “Riscos para a produção agrícola associados às condições de El Niño e perturbações no transporte marítimo ligadas ao conflito no Médio Oriente”, divulgado a 29 de junho deste ano pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), as condições associadas ao fenómeno El Niño poderão persistir pelo menos até ao primeiro trimestre de 2027, aumentando os riscos para a agricultura e para a disponibilidade de água no país. A FAO prevê uma elevada probabilidade de precipitação abaixo da média e temperaturas elevadas entre setembro e novembro de 2026 em grande parte de Timor-Leste. Em geral, o El Niño tende a reduzir a quantidade de chuva em relação ao que é normal.
As previsões da FAO indicam que estas condições poderão afetar as culturas da época secundária de 2026 e dificultar as operações de plantação e o desenvolvimento inicial das culturas da época principal de 2027, cuja plantação está prevista a partir de outubro.
No relatório “ENOS (El Niño-Oscilação Sul): Evolução Recente, Situação Atual e Previsões”, publicado a 14 de setembro, a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional americana (NOAA, em inglês) reforça que foram registadas anomalias elevadas de radiação (OLR), um indicador científico de redução na formação de nuvens que antecipa condições de seca e chuva suprimida em redor de Timor-Leste, num evento de El Niño com mais de 90% de probabilidade de se tornar ‘muito forte’.
Para as famílias que dependem quase exclusivamente da chuva, um atraso ou uma redução da precipitação pode significar menos alimentos para consumo e menos rendimento para adquirir outros produtos essenciais.
“Dependo apenas da chuva”
Em Lautém, Hermínia da Cruz, 45 anos, já começou a preparar o terreno para a próxima plantação. A agricultora pretende cultivar milho, batata-doce, taro, tomate, mandioca e outras culturas, destinando parte da produção ao consumo da família e outra parte à venda no mercado.
O início da plantação, no entanto, depende da regularidade das chuvas. Hermínia explica que normalmente começa a plantar milho no início de novembro, mas poderá antecipar o calendário caso a precipitação seja regular em outubro. “Se a chuva vier de forma estável em outubro, podemos começar a plantar. Mas, se chegar mais tarde, vamos plantar em novembro”, afirmou.
A agricultora já preparou o terreno e falta-lhe apenas melhorar as cercas para impedir a entrada de animais. Como a horta está localizada longe de fontes de água, as culturas dependem exclusivamente da chuva. “Quando a chuva vem de forma estável, as plantações crescem bem. Não tenho outra alternativa. Dependo apenas da chuva”, disse.
Apesar da possibilidade de uma redução da precipitação, Hermínia afirma que ainda não recebeu informações sobre o El Niño ou sobre as previsões para os próximos meses. “Ainda não ouvimos falar sobre isso e não sabemos o que é o El Niño. Sabemos apenas que em outubro ou novembro começa normalmente a chuva, e é por isso que estamos a preparar o terreno”, afirmou.
A agricultora diz já ter enfrentado períodos de pouca chuva. Segundo Hermínia, a falta de precipitação e as temperaturas elevadas prejudicaram o desenvolvimento das culturas e reduziram a produção. “No ano passado, tivemos menos chuva. O milho não cresceu bem, algumas plantas morreram e não tiveram boa produção por causa do calor da terra”, contou.
Apesar das dificuldades, Hermínia pretende continuar a cultivar a terra, por considerar a agricultura essencial para garantir alimentos e rendimento para a família. “Este ano vou continuar a plantar, porque através da agricultura consigo obter alimentos para consumir e também para vender no mercado.”
Previsões apontam riscos para a produção e disponibilidade de água
Segundo a FAO, existe uma elevada probabilidade de precipitação abaixo da média e de temperaturas elevadas entre setembro e novembro de 2026 em grande parte de Timor-Leste. A organização alerta que, dependendo da intensidade do fenómeno El Niño, estas condições poderão afetar negativamente as culturas da época secundária de 2026 e dificultar as operações de plantação e o desenvolvimento inicial das culturas da época principal de 2027.
A dependência da chuva torna a situação particularmente vulnerável para agricultores como Hermínia, que não dispõe de reservas de água para manter as plantações durante um período de seca.
A agricultora enfrenta também dificuldades na conservação de sementes. Como a produção da época anterior foi fraca, não conseguiu reservar parte da colheita para utilizar como semente na nova campanha. No caso do milho, recorre a uma familiar que mantém sementes de reserva. “Tenho uma tia que sempre tem sementes guardadas. Tenho de ir buscar as sementes dela para voltar a plantar.”
Hermínia afirma ainda que, até ao momento, não recebeu sementes, equipamentos ou formação do Governo ou de outras entidades. “Até agora não recebemos nenhum apoio de entidades que tenham vindo à nossa comunidade agrícola. Vivemos com a nossa própria força. Na comunidade, ajudamo-nos uns aos outros a limpar os terrenos, mas nunca recebemos equipamentos ou formação”, afirmou.
Uma quebra da produção teria consequências que vão além da perda de alimentos. Parte da produção da família é vendida para obter dinheiro, utilizado, entre outras despesas, para comprar arroz. “Vendemos produtos como batata-doce, mandioca e tomate e, com o dinheiro que conseguimos, compramos arroz para os nossos filhos.”
Por isso, Hermínia teme que uma colheita fraca reduza simultaneamente a quantidade de alimentos disponível e o rendimento familiar. “Quando a produção é menor, o que vamos vender para conseguir dinheiro e atender às necessidades da família, como alimentação e as necessidades dos filhos? Isso pode provocar fome”, disse.
UNICEF prevê menos chuva entre novembro e abril
Em Covalima, Maria Ribeira, 50 anos, também afirma que ainda não recebeu informação sobre o El Niño. A agricultora continua a preparar os terrenos e o arrozal enquanto aguarda o início da época de cultivo. “Até agora ainda não temos informação sobre este fenómeno. Continuamos a preparar os nossos terrenos e arrozais à espera da época de cultivo”, afirmou.
Maria considera necessário reforçar a informação junto das comunidades agrícolas, sobretudo sobre o fenómeno e os seus possíveis impactos. “Se não houver chuva, o que vamos produzir para consumir? Isso será um grande problema para nós, agricultores”, afirmou.
As preocupações dos agricultores surgem num contexto em que as previsões apontam para riscos de seca e de redução da precipitação nos próximos meses. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alerta que as condições associadas ao El Niño poderão reduzir a precipitação sazonal em Timor-Leste entre novembro de 2026 e abril de 2027, aumentando o risco de seca, temperaturas elevadas, escassez de água, precipitação irregular e redução da produção agrícola.
A organização destaca que as crianças poderão sofrer consequências ao nível da nutrição, saúde, acesso à água, educação e proteção. A UNICEF defende, por isso, uma ação antecipada, sobretudo entre outubro e dezembro de 2026, para reforçar a segurança hídrica e proteger as crianças e os serviços essenciais.
Já o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) identifica as regiões sul e leste de Timor-Leste como áreas com maior risco de seca, com potenciais impactos sobre a agricultura e os meios de subsistência. A organização alerta também para o aumento do risco de incêndios devido à vegetação seca.
Dados do Censo Agrícola de 2019, citados pelo PNUD, indicam que 66% dos agregados familiares dependem da agricultura como principal fonte de rendimento, aumentando a exposição das comunidades rurais aos efeitos de uma eventual seca.
O PNUD, no relatório de julho deste ano, “Risco de Seca e de Incêndio em Timor-Leste: O que o El Niño Significa para as Nossas Comunidades”, recorda ainda que o país já enfrentou impactos significativos durante o episódio de El Niño de 2023–2024, quando a precipitação ficou mais de 30% abaixo do normal entre outubro de 2023 e janeiro de 2024. O fenómeno gerou condições de seca em 10 dos 13 municípios de Timor-Leste e numa região administrativa especial, provocando perdas de colheitas, perda de gado e escassez de água em muitas comunidades.
O episódio anterior é referido pelas organizações internacionais como contexto para avaliar os possíveis impactos do atual fenómeno, mas as previsões para 2026 e 2027 apontam para a necessidade de preparação antecipada.
O PNUD recomenda, por sua vez, a conservação e o armazenamento de água, práticas agrícolas resilientes, a proteção da vegetação e o acompanhamento dos sistemas de alerta precoce.
Comunidade de Lepo já sente dificuldades no acesso à água
No suco de Lepo, em Covalima, o chefe do suco, Jacob da Costa, afirma que a comunidade já começa a sentir dificuldades no acesso à água.
Segundo Jacob, a ausência de chuva poderá dificultar ou mesmo impedir o início das plantações para os agricultores que estão atualmente a preparar os terrenos. “Se houver um período longo de seca, os agricultores que estão agora a preparar os terrenos para plantar alimentos vão enfrentar dificuldades, porque não poderão plantar quando não houver chuva”, afirmou.
Além da agricultura, a disponibilidade de água é uma das principais preocupações da comunidade. “Agora é período de seca e a comunidade já começa a enfrentar problemas de falta de água. A água canalizada para a comunidade já não é suficiente para que todas as pessoas tenham acesso, porque a água está a diminuir.”
A escassez afeta também os animais e aumenta a pressão sobre os recursos disponíveis para as famílias que dependem da pecuária. “Se houver um período longo de seca e menos chuva nesta época, as fontes de água podem secar e a comunidade poderá começar a disputar o acesso à água”, afirmou.
Autoridades locais pedem mais apoio para a preparação
Perante o risco para a próxima época agrícola, Jacob da Costa defende o reforço dos programas de preparação das comunidades agrícolas por parte do Governo e dos parceiros de desenvolvimento.
O responsável afirma que, até ao momento, não houve assistência suficiente nem uma intervenção coordenada a nível nacional diretamente junto da comunidade. “Agora ouvimos nos meios de comunicação que este ano e até ao próximo poderemos enfrentar este cenário, mas ouvimos apenas a informação. Ainda não existe assistência para este problema”, revelou.
Apesar de as autoridades locais transmitirem algumas recomendações às comunidades, Jacob afirma que ainda não houve uma coordenação formal entre a autoridade local, o Ministério da Agricultura e os agricultores especificamente para preparar a comunidade para o El Niño.
“Até agora ainda não houve coordenação. Ouvimos apenas através dos meios de comunicação. Pessoas do nível nacional ainda não vieram falar com a comunidade no suco ou no posto administrativo.”
Segundo Jacob, a informação sobre as previsões climáticas deve chegar diretamente às comunidades, permitindo aos agricultores tomar decisões sobre a preparação dos terrenos, as sementes, a água e a alimentação.
O responsável alerta que uma seca prolongada poderá provocar uma redução significativa da produção agrícola e o desaparecimento das fontes de água. “Se houver um período longo de seca, vamos enfrentar situações de fome e falta de alimentos, porque não haverá produção e as fontes de água também poderão secar.”
La’o Hamutuk questiona preparação do país
O Presidente da República, José Ramos-Horta, e o Governo estão a coordenar, com parceiros nacionais e internacionais, medidas de preparação para os possíveis impactos do fenómeno El Niño. Ramos-Horta reuniu-se em junho deste ano com o Governo e agências internacionais, pedindo apoio para definir um orçamento especial contra o El Niño. Em setembro, o vice-primeiro-ministro Mariano Assanami Sabino alinhou ações de preparação com o PNUD. No mesmo mês, a OIM incluiu Timor-Leste na sua lista de acompanhamento prioritário. Esta agência definiu planos de contingência e sistemas de alerta comunitário para o país.
A organização La’o Hamutuk considera, contudo, que Timor-Leste ainda não está suficientemente preparado para enfrentar os possíveis efeitos do fenómeno, sobretudo nas áreas da agricultura, água, saúde e segurança alimentar.
Segundo Mariano Ferreira, investigador da La’o Hamutuk, o El Niño poderá agravar problemas que as comunidades já enfrentam durante os períodos de seca, como a redução da produção agrícola e a escassez de água.
O investigador considera positiva a iniciativa do Presidente da República de se reunir com o Governo e parceiros internacionais para discutir a preparação, mas afirma que essa preocupação ainda não se reflete de forma clara nos programas dos ministérios. “Vemos pouca preparação em termos de partilha de informação e de criação de condições para que a população saiba o que poderá acontecer e como se adaptar”, afirmou.
A La’o Hamutuk considera que o Ministério da Agricultura tem concentrado grande parte das suas ações na distribuição de equipamentos, tratores e mecanização, enquanto continuam insuficientes, segundo a organização, as iniciativas de informação e preparação dos agricultores para períodos prolongados de seca.
Pesquisas realizadas pela organização em Viqueque, Manufahi e na Região Administrativa Especial de Oe-Cússe-Ambeno (RAEOA) indicam, segundo Mariano, que muitas comunidades já percebem alterações no comportamento das chuvas, embora nem sempre conheçam os conceitos de “alterações climáticas” ou “El Niño”.
Em Oé-Cusse, por exemplo, algumas comunidades relatam que o período de chuva pode durar apenas cerca de três meses, obrigando os agricultores a aproveitar ao máximo esse período para produzir alimentos destinados a enfrentar a estação seca.
Para Mariano, um episódio de El Niño poderá agravar esta situação, afetando não apenas a agricultura, mas também a saúde, a educação, as mulheres, as crianças e as famílias que precisam de percorrer maiores distâncias para encontrar água.
A organização questiona ainda a existência de uma estratégia orçamental específica para responder ao fenómeno e defende que os períodos prolongados de seca sejam considerados antecipadamente nos planos e orçamentos públicos. “O El Niño e os períodos prolongados de seca devem ser considerados antecipadamente nos planos e orçamentos públicos, permitindo uma resposta antes de a crise atingir as comunidades.”
Outro problema identificado pela La’o Hamutuk é a falta de coordenação e de informação entre o nível nacional e os municípios. Segundo Mariano, cada município apresenta condições climáticas e níveis de risco diferentes e deveria dispor de dados próprios sobre precipitação, agricultura, inundações, erosão e disponibilidade de água.
A organização defende que as previsões meteorológicas produzidas pelas autoridades sejam rapidamente partilhadas com as comunidades. Entre as medidas apontadas estão a conservação da água, a proteção das fontes, a plantação de árvores e técnicas que facilitem a infiltração da água no solo. “Não podemos esperar que o El Niño ou a seca aconteçam para depois pensar em responder. É preciso preparar antes”, defende Mariano.
Para a organização, uma resposta baseada apenas na distribuição de equipamentos ou na assistência de emergência não será suficiente. “O país precisa de informação antecipada, planeamento, conservação da água, coordenação entre instituições e medidas sustentáveis para aumentar a capacidade das comunidades de resistir aos efeitos de períodos prolongados de seca.”
Governo reforça recomendações aos agricultores
O chefe do Departamento de Agrometeorologia e Utilização do Solo do Ministério da Agricultura, Nilton Ribeiro, afirma que o El Niño pode provocar temperaturas mais elevadas e períodos prolongados de seca, aumentando o risco de perdas agrícolas.
Como uma grande parte da população depende da agricultura, uma redução da produção poderá também provocar um aumento dos preços dos alimentos e agravar as dificuldades económicas das famílias. “O El Niño pode provocar um período longo de seca, afetando a produção das comunidades e podendo levar à falha da colheita. No final, isso pode contribuir para o aumento dos preços dos alimentos”, explica.
Nilton Ribeiro afirma que o Governo está a reforçar a divulgação de informações e recomendações aos agricultores para reduzir os possíveis impactos do fenómeno na próxima época agrícola.
Segundo o responsável, o Ministério da Agricultura recebe dados da Direção de Meteorologia e Geofísica, analisa os possíveis impactos na agricultura e transmite a informação através das suas redes, técnicos e extensionistas até ao nível das comunidades.
O Ministério está também a testar variedades de culturas mais resistentes à seca. O milho e o arroz são considerados particularmente vulneráveis devido à quantidade de água necessária durante o ciclo de produção, que pode durar entre três e quatro meses, dependendo da variedade.
Perante a possibilidade de uma redução da precipitação, o Ministério recomenda aos agricultores que acompanhem as informações meteorológicas antes de iniciarem as plantações e que considerem culturas menos exigentes em água. “Recomendamos aos agricultores que evitem plantar culturas que necessitam de grandes quantidades de água, milho e arroz, assim podemos prevenir nas falhas de colheitas.”
O Ministério recomenda também medidas para proteger os animais. Durante períodos de escassez de água, os criadores são aconselhados a manter os animais mais próximos das habitações, facilitando o fornecimento de água e alimentação e evitando deslocações para fontes de água cada vez mais distantes.
Nilton Ribeiro defende ainda a utilização de práticas de agricultura de conservação, que reduzem a mobilização do solo e ajudam a preservar a humidade existente.
Segundo o responsável, esta técnica pode diminuir a evaporação e ajudar as plantas a aproveitar melhor a água disponível.
O Departamento de Agrometeorologia e Utilização do Solo utiliza ainda ferramentas para identificar situações de défice hídrico nas culturas. Atualmente, a monitorização está mais desenvolvida para o milho e o arroz, mas poderá ser aplicada a outras culturas hortícolas.
Quando os dados indicam que determinada comunidade apresenta condições de risco durante um período prolongado, os técnicos podem realizar intervenções específicas. “As ações são direcionadas prioritariamente para as zonas identificadas como mais vulneráveis, não para todas as comunidades no território do país, uma vez que faltam recursos.”
De acordo com as observações do Ministério ao longo dos últimos anos, as zonas da costa norte tendem a enfrentar um maior défice de água durante os períodos de seca. A distribuição da chuva varia entre as diferentes zonas agroecológicas do país, fazendo com que algumas áreas tenham períodos de precipitação mais curtos.
Nilton Ribeiro aponta as áreas entre Manatuto e Liquiçá, até Bobonaro e Oé-Cusse, como zonas que poderão estar particularmente expostas às condições de seca associadas ao El Niño. “As condições não são iguais em todo o território. Enquanto algumas zonas da costa norte podem ter períodos de chuva mais curtos, partes da costa sul recebem normalmente maior precipitação.”
Perante as preocupações manifestadas por agricultores e autoridades locais sobre a falta de informação, Nilton Ribeiro recomenda que as comunidades procurem diretamente os serviços do Ministério da Agricultura nos municípios.
A orientação é que agricultores e autoridades locais acompanhem as informações divulgadas pelo Ministério, pela Direção de Meteorologia e Geofísica e pela Proteção Civil. “Os agricultores devem dar prioridade às informações que o Ministério transmite através da Direção de Meteorologia e Geofísica e da Proteção Civil. Devem receber essa informação, compreendê-la e agir de acordo com ela”, afirma.
O responsável admite que nem sempre a informação divulgada pelas autoridades é devidamente acompanhada pelas comunidades e defende uma maior participação dos próprios agricultores na procura de informação, sobretudo numa fase em que se aproxima o período de preparação das plantações.
“Os agricultores podem também procurar os serviços do Ministério da Agricultura nos municípios para obter informações sobre as condições climáticas e o calendário de plantação. Se consumirmos bem a informação, mesmo que o período de seca aconteça, o impacto sobre a nossa vida poderá ser menor, embora existam riscos que teremos de enfrentar”, concluiu.























