A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) encerrou este domingo, 16 de agosto, em Díli, a 52.ª Reunião dos Pontos Focais de Cooperação, que durante dois dias avaliou os projetos em curso, analisou novas propostas e definiu medidas para reforçar o acompanhamento e a avaliação dos resultados alcançados.
A reunião centrou-se na revisão do Documento Estratégico de Cooperação e no contributo do pilar da cooperação para a nova Visão Estratégica da Comunidade, que deverá abranger o período de 2027 a 2033.
Os Estados-Membros analisaram novas propostas de cooperação em áreas como os direitos humanos, o desenvolvimento sustentável a nível municipal, a educação ambiental, os oceanos, a telemedicina e a telessaúde.
Os delegados abordaram igualmente a execução financeira e os recursos disponíveis no Fundo Especial da CPLP, o balanço do Quadro Bienal de Cooperação 2024–2026 e a participação dos Observadores Associados na execução das iniciativas de cooperação. Foi ainda preparada uma iniciativa dedicada aos 30 anos de cooperação da CPLP.
Os pontos focais apreciaram também vários projetos de resolução que serão submetidos à XXXI Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP, marcada para 19 de agosto, em Díli.
Entre as matérias em análise estão a conclusão da implementação da Nova Visão Estratégica 2016–2026, a elaboração da nova Visão Estratégica para 2027–2033, a aplicação da Convenção Multilateral de Segurança Social e o reforço da resposta da Comunidade aos desastres climáticos.
O pacote de medidas prevê ainda o lançamento do Programa CPLP Audiovisual e a criação de novas redes regionais de cooperação nas áreas da Alimentação, Nutrição e Saúde Escolar, da Juventude e das Ciências do Oceano.
Os delegados elaboraram igualmente uma estratégia de cooperação económica da Comunidade para o período de 2028–2032 e analisaram a concessão da categoria de Observador Consultivo da CPLP.
“No exercício da Presidência Pro Tempore da CPLP, Timor-Leste continuará a promover uma cooperação assente no diálogo, na coordenação e na partilha de experiências entre os Estados-Membros, com especial atenção à implementação das decisões e à obtenção de resultados concretos para os países e os povos da Comunidade”, concluiu o comunicado.























