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	<title>Voz das empresas - DILIGENTE</title>
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	<description>Consultório da língua</description>
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		<title>ORBI quer transformar o tempo de ecrã numa viagem familiar pela ciência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antónia Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 14:40:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Voz das empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Voz dos Parceiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Criado por um cirurgião pediátrico português, o ORBI Passport propõe uma nova forma de descobrir ciência em família: filmes, desafios e experiências que começam num ecrã partilhado e continuam fora dele. O projeto pretende transformar parte do consumo solitário de [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.diligenteonline.com/orbi-quer-transformar-o-tempo-de-ecra-numa-viagem-familiar-pela-ciencia/">ORBI quer transformar o tempo de ecrã numa viagem familiar pela ciência</a> aparece primeiro em <a href="https://www.diligenteonline.com">DILIGENTE</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Criado por um cirurgião pediátrico português, o ORBI Passport propõe uma nova forma de descobrir ciência em família: filmes, desafios e experiências que começam num ecrã partilhado e continuam fora dele. O projeto pretende transformar parte do consumo solitário de conteúdos digitais em momentos de curiosidade, conversa e aprendizagem entre pais e filhos.</em></p>
<p>João Henriques é cirurgião pediátrico em Lisboa, Portugal, há 25 anos. No contacto diário com crianças e famílias, habituou-se a explicar de forma simples e clara assuntos difíceis, como aquilo que acontece quando uma criança precisa de ser operada.</p>
<p>Foi também nesse contexto que começou a reparar num fenómeno cada vez mais comum: enquanto uma mãe conversava com o médico, o pai e a criança permaneciam concentrados nos respetivos telemóveis. A mesma realidade, diz, observava-a frequentemente em restaurantes, onde cada membro da família parecia viver dentro do seu próprio ecrã.</p>
<p>Foi dessa preocupação que nasceu o ORBI, uma plataforma digital de descoberta científica dirigida sobretudo a famílias com crianças em idade escolar. A proposta é simples: levar a ciência para dentro de casa sem transformar a aprendizagem numa obrigação e, sobretudo, fazer do ecrã um ponto de encontro, em vez de mais um espaço de isolamento.</p>
<p>O ORBI Passport foi criado no início de 2026 e encontra-se ainda em fase de demonstração. A edição fundadora, que deverá chegar ao mercado até ao final do ano, contará inicialmente com três “mundos” científicos, cada um com oito experiências.</p>
<p><strong>Quando surgiu a ideia e quando foi criado o ORBI Passport?</strong></p>
<p>O ORBI Passport foi criado, basicamente, no início de 2026. Foi nessa altura que começámos a dar os primeiros passos. A ideia já vem de trás, mas só no início deste ano começámos efetivamente a desenvolver o projeto.</p>
<p><strong>Qual é exatamente o objetivo do ORBI Passport?</strong></p>
<p>A ideia é trazer a ciência até casa de uma forma divertida e transformar uma parte do tempo de ecrã solitário das crianças num momento de descoberta partilhado com a família.</p>
<p>Queremos que as experiências principais sejam vividas, de preferência, num ecrã grande. Pais e filhos podem viajar juntos por diferentes mundos da ciência, como o oceano, os dinossauros, os animais, o espaço ou o corpo humano. Em cada experiência existem pequenos filmes, descobertas e desafios. À medida que a família avança, vai acumulando selos e construindo o registo da sua viagem no próprio Passaporte digital.</p>
<p>Mas o ORBI não foi pensado simplesmente para acrescentar mais tempo de ecrã. Foi pensado para transformar uma parte do tempo de ecrã solitário num ritual familiar. Cada experiência termina, sempre que possível, com uma missão concebida para ser realizada longe do ecrã. Pode continuar à mesa da sala de jantar, noutra divisão da casa, no jardim ou noutro lugar.</p>
<p>Quando a missão consiste, por exemplo, em discutir um tema em família, podemos pedir à criança ou à família que escreva uma frase ou um pequeno texto sobre aquilo que descobriram ou conversaram. Esse registo fica guardado no próprio Passport.</p>
<p>Desta forma, existe uma ligação entre a experiência no ecrã, aquilo que a família faz depois e a memória da viagem que fica guardada.</p>
<p><strong>Que áreas aborda o ORBI Passport?</strong></p>
<p>Neste momento, estamos a trabalhar na edição fundadora, com temas que são comuns a todas as crianças e que normalmente lhes despertam interesse. Temos, por exemplo, o “Reis dos Mares”, sobre a vida nos oceanos e nos mares, o mundo dos dinossauros e o mundo da biodiversidade animal.</p>
<p>A partir daí, queremos avançar para temas mais complexos, como o espaço, o corpo humano e outros.</p>
<p><strong>Os conteúdos são todos baseados em ciência?</strong></p>
<p>Basicamente, tudo aquilo que tentamos ensinar tem um fundamento científico e é verificado em relação ao conteúdo. A tecnologia não é responsável por decidir. Somos nós que validamos os conceitos e procuramos fornecer às crianças informação correta, de forma fácil e sem a sensação de que estão perante mais um trabalho de casa ou uma obrigação.</p>
<p>A grande intenção é criar um ritual familiar de partilha de conhecimento. Aquilo que antigamente acontecia à mesa da sala de jantar ou, mais atrás no tempo, à volta de uma fogueira, quando os mais velhos ensinavam aos mais novos e partilhavam conhecimento, está a perder-se. Hoje, cada um de nós tende a voltar-se para o seu telemóvel e a consumir conteúdos de forma solitária e isolada.</p>
<p>Comecei a reparar nisso diariamente, nos restaurantes, onde as famílias estão muitas vezes cada uma com o seu telemóvel, mas também nas consultas que dou. Por vezes, o pai está com o telemóvel na mão, a criança está com o telemóvel na mão e é a mãe que está a interagir comigo. É essa realidade que queremos tentar combater de alguma forma.</p>
<p><strong>Qual é o público-alvo? As famílias timorenses também poderão utilizar a plataforma?</strong></p>
<p>Acredito que as crianças do mundo inteiro se enquadram perfeitamente no nosso público-alvo, sobretudo as crianças em idade escolar, normalmente entre os 5 e os 14 ou 15 anos.</p>
<p>Depois dessa idade, os adolescentes tendem a ter menos interesse, o que é normal, porque entram numa fase diferente da vida. Mas isso não significa que um adolescente não possa gostar dos conteúdos, nem que um adulto sem filhos não possa utilizá-los.</p>
<p>O objetivo principal é alcançar crianças em idade escolar e famílias que as tenham, porque o produto é construído para a família. Não é necessariamente apenas para a criança.</p>
<p>Tem de ser agradável para a criança, mas também tem de ser tolerável para o adulto, porque, caso contrário, os adultos não vão querer ver o conteúdo em conjunto com os filhos e vão simplesmente deixá-los sozinhos.</p>
<p>Por isso, tentamos criar um ritual familiar que estimule a curiosidade de todos. Não queremos ser uma enciclopédia, mas um estímulo que torne a curiosidade um caminho para procurar mais conhecimento e saber mais sobre o mundo que nos rodeia.</p>
<p><strong>Como foram criados os vídeos para garantir o interesse de pais e filhos?</strong></p>
<p>Os vídeos e a respetiva narração são concebidos de forma a que a informação transmitida seja interessante para todos. O vídeo é apenas uma porta de entrada para o conhecimento.</p>
<p>Depois, o conhecimento é aprofundado através de notas científicas e testado com pequenas perguntas ou desafios que dão origem a selos. Esses selos ficam guardados no Passaporte da família, permitindo revisitar aquilo que aprenderam.</p>
<p><strong>E por que razão se chama &#8220;Passaporte&#8221;?</strong></p>
<p>O passaporte é o nosso registo de viagem. Cada vez que viajamos para algum lugar, levamos o nosso passaporte, que recebe um selo a cada país que visitamos.</p>
<p>Aqui, o conceito é exatamente o mesmo. O ORBI representa o mundo conhecido e o Passaporte é o nosso registo de viagem.</p>
<p>O que estamos a oferecer é uma viagem pelo conhecimento, uma exploração do conhecimento tal como ele existe. Cada vez que passamos por um novo “país”, continente de informação ou experiência informativa, ganhamos um novo selo no nosso Passaporte.</p>
<p>O Passaporte vai acumulando aquilo que já aprendemos. Uma criança poderá dizer: “Eu já passei pelo rei dos mares. Já aprendi sobre baleias, golfinhos, polvos, sistemas e cadeias alimentares no mundo dos mares e bioluminescência.”</p>
<p>Depois poderá passar pelo mundo dos dinossauros e aprender como se reproduziam, onde viviam ou de que forma se defendiam. Na biodiversidade, poderá descobrir como os animais lidam com ameaças ou como utilizam a camuflagem como mecanismo de defesa.</p>
<p>Por detrás de cada experiência existe um conceito que pretendemos ensinar de forma divertida, para que o conteúdo não se transforme numa enciclopédia aborrecida. A maior parte dos conteúdos infantis tende a ser muito divertida, mas nem sempre cientificamente rigorosa, ou então muito científica e semelhante a um trabalho de casa. Nós queremos encontrar um equilíbrio entre essas duas coisas.</p>
<p><strong>Quantas pessoas já utilizaram a plataforma?</strong></p>
<p>Até agora, temos cerca de 500 utilizadores. No entanto, estes utilizadores ainda não estão a pagar, porque, neste momento, temos apenas uma demonstração, uma versão de teste.</p>
<p>A edição fundadora, que será paga, ainda não foi lançada. Também ainda não temos definido o preço de acesso.</p>
<p>Estes cerca de 500 utilizadores começaram a utilizar a plataforma entre junho deste ano e agora.</p>
<p><strong>Como têm divulgado a plataforma?</strong></p>
<p>Ainda não fizemos grande publicidade. A abordagem tem sido essencialmente orgânica: começámos por falar com amigos e conhecidos e deixá-los experimentar o produto. Depois, essas pessoas começaram a partilhá-lo com outros amigos e, gradualmente, a plataforma foi crescendo.</p>
<p>Até ao final do ano, o objetivo é conseguir lançar e vender a edição fundadora, que terá três mundos completos, cada um com oito experiências.</p>
<p><strong>O ORBI vai ser uma aplicação para telemóvel?</strong></p>
<p>Não quero que o ORBI se transforme numa aplicação de telemóvel. O problema que estou a tentar resolver é precisamente o da criança sozinha perante um ecrã. Se criasse uma aplicação que funcionasse bem com a criança sozinha, estaria a agravar aquilo que quero resolver.</p>
<p>Por isso, a viagem faz-se num ecrã partilhado, com a família junta, enquanto o telemóvel serve para levar o Passaporte.</p>
<p>É uma decisão que nos fecha algumas portas e torna tudo mais lento, mas prefiro isso a criar mais uma aplicação igual às outras. Não vale a pena combater o telemóvel de frente. Os telemóveis estão aí e estão para ficar. A ideia é utilizá-los como uma ferramenta para levar as crianças até um ecrã maior, onde possam ver os conteúdos com os pais.</p>
<p>Teremos uma aplicação móvel, mas o telemóvel não será o ecrã principal das experiências. A aplicação funciona sobretudo como o Passaporte que acompanha a família. É aí que a criança e a família podem consultar os selos conquistados, recordar os mundos por onde passaram e ver os registos acumulados ao longo da viagem.</p>
<p>Naturalmente, a ciência também pode ser descoberta individualmente. Não pretendemos impedir esse uso. Queremos apenas criar mais oportunidades para que a descoberta também aconteça em família.</p>
<p><strong>Quando vi o vídeo, percebi que é criado com Inteligência Artificial. Como estão a utilizar a IA na plataforma?</strong></p>
<p>Utilizamos Inteligência Artificial como uma das ferramentas de produção dos filmes, das imagens e da música. Todos os ecrãs, filmes e páginas têm música própria e, sem a Inteligência Artificial, teríamos de comprar direitos de músicas de terceiros ou produzir música original para cada conteúdo, o que seria muito complexo.</p>
<p>Mas a plataforma não é feita pela Inteligência Artificial. É feita com Inteligência Artificial. Somos nós que a orientamos, decidimos o que queremos mostrar e confirmamos se o conteúdo é válido.</p>
<p>Não queremos apresentar conteúdos produzidos por IA que sejam diferentes da realidade. Isso poderia induzir as pessoas em erro e levar-nos a ensinar às crianças coisas que não são verdadeiras.</p>
<p>Por isso, tudo aquilo que criamos é posteriormente confirmado e validado cientificamente por pessoas. A Inteligência Artificial é uma ferramenta de produção, não a entidade que toma as decisões.</p>
<p>O objetivo não é utilizá-la para inventar uma realidade científica ou apresentar ficção como verdade. Utilizamo-la para nos ajudar a representar visualmente a realidade que queremos explicar.</p>
<p>Existe intervenção humana ao longo de todo o processo de produção. O que é produzido é repetidamente comparado com referências da realidade e revisto por pessoas. Procuramos verificar tanto o conteúdo científico como a forma visual como esse conteúdo é representado.</p>
<p>A tecnologia ajuda-nos a produzir. As decisões continuam a ser humanas. E, quando a ciência não permite afirmar alguma coisa com certeza, preferimos explicar essa incerteza em vez de a transformar numa certeza artificial.</p>
<p><strong>Quantas pessoas fazem parte da equipa?</strong></p>
<p>Somos três fundadores: eu e os meus dois sócios, Gonçalo Silveira e Sean Austerberry, que é inglês. Vivemos os três em Portugal.</p>
<p>Temos ainda cerca de 14 ou 15 pessoas a trabalhar connosco. Temos uma equipa de audiovisual, uma equipa que apoia a revisão científica, vários consultores nas áreas comercial e técnica, uma equipa responsável pelas questões legais e outra pela contabilidade.</p>
<p><strong>Existe uma aparente contradição: estão a tentar retirar as crianças dos ecrãs, mas dão-lhes mais tempo de ecrã. Como respondem a essa questão?</strong></p>
<p>É uma pergunta que muitas pessoas me fazem. Cada experiência termina, sempre que possível, com uma sugestão de atividade fora do ecrã.</p>
<p>A criança entra na experiência através de um pequeno filme, propositadamente curto, para captar a atenção sem a prender demasiado tempo. Depois, apresentamos um conceito científico e testamo-lo através de um desafio ou de uma pergunta. Se a criança responder corretamente, ganha um selo.</p>
<p>A seguir, propomos uma missão fora do ecrã para ser realizada com a família. Pode ser uma pergunta para discutir à mesa de jantar, um assunto para conversar com os pais ou uma atividade no jardim, na rua ou noutro espaço.</p>
<p>A ambição da plataforma é, por isso, dupla: fornecer informação válida e cientificamente correta e, ao mesmo tempo, estimular a curiosidade das crianças para que continuem a explorar o mundo fora do ecrã.</p>
<p>À primeira vista, parece uma contradição: estamos a colocá-las perante um ecrã para depois as tirar dele. Mas é exatamente isso que queremos. O ecrã é apenas o ponto de partida. O objetivo principal é criar um ritual de partilha de conhecimento em família.</p>
<p><strong>Como avaliam se esse objetivo está a ser alcançado?</strong></p>
<p>Temos capacidade para perceber exatamente quais são as ações das famílias dentro da plataforma. Conseguimos saber quais são os selos que estão a conquistar em maior quantidade, quais são as experiências mais visitadas e quais os conteúdos que aparentemente estão a ter maior impacto.</p>
<p>Também conseguimos perceber se as perguntas estão suficientemente ajustadas para que as pessoas consigam responder, mas não necessariamente à primeira tentativa. As perguntas têm quatro níveis de dificuldade.</p>
<p>O mesmo utilizador pode utilizar a plataforma aos 5, aos 7, aos 10 ou aos 15 anos. Se lhe dermos sempre a mesma pergunta básica, deixará de ter interesse porque já sabe a resposta. Por isso, os desafios têm quatro níveis de dificuldade.</p>
<p>Isto permite ao mesmo utilizador ter quatro experiências diferentes com o mesmo conteúdo e ir crescendo com a plataforma. O conhecimento e o filme mantêm-se, mas a pergunta muda e exige progressivamente maior capacidade de resposta.</p>
<p><strong>E como sabem se as famílias realizam realmente as atividades fora do ecrã?</strong></p>
<p>Quando se trata de temas para discutir em família, pedimos que escrevam pelo menos uma frase sobre aquilo que discutiram ou sobre a conclusão a que chegaram.</p>
<p>Quando é uma atividade mais dinâmica, que implica sair de casa, ir ao jardim ou fazer alguma coisa com os pais, não queremos ser polícias nem fiscalizar ninguém. Partimos do princípio de que as famílias têm interesse em realizar a atividade.</p>
<p>Pedimos-lhes que indiquem o que fizeram. Se tiverem de escrever uma frase, essa é uma forma mínima de registo. Essa frase também pode ficar guardada no Passaporte e permitir, mais tarde, recordar aquilo que disseram sobre determinado tema ou aquilo que pensavam quando tinham 5 anos.</p>
<p><strong>Não seria interessante permitir que as famílias guardassem fotografias dessas atividades?</strong></p>
<p>Essa possibilidade já está prevista na ideia do Passport. Queremos que exista um espaço para que a viagem da família possa incluir memórias das atividades realizadas fora do ecrã.</p>
<p>No caso das fotografias, porém, essa função terá de respeitar regras muito claras. O seu registo e utilização dependerão da autorização dos pais. Para nós, a memória da experiência é importante, mas a proteção das crianças e a decisão dos pais vêm primeiro.</p>
<p>A ideia é que o Passaporte tenha um verdadeiro livro de memórias, onde a família possa guardar fotografias das missões realizadas em conjunto.</p>
<p>Essas fotografias não serão partilhadas nem ficarão visíveis para outros utilizadores. Serão vistas apenas pela própria criança e pela família, sempre mediante autorização expressa dos pais.</p>
<p>Desta forma, o Passaporte deixa de ser apenas um registo de selos e transforma-se também num livro de memórias da criança e da família.</p>
<p><strong>Em Timor-Leste, onde nem todas as famílias falam português, como poderia a plataforma ser utilizada?</strong></p>
<p>Esse é um problema com que vamos ter de lidar localmente e compreendo a dificuldade. A plataforma foi construída inicialmente em português e, posteriormente, traduzida para espanhol e inglês. Neste momento, temos três línguas a funcionar.</p>
<p>Hoje em dia, muitos telemóveis permitem traduzir automaticamente os conteúdos. Já vi, por exemplo, a plataforma a funcionar em indonésio através da tradução automática.</p>
<p>Quanto à voz e à narração, se o volume, as instituições e eventuais parcerias que conseguirmos estabelecer em Timor-Leste justificarem uma tradução para tétum, tudo é possível. Precisaríamos de um tradutor que fizesse esse trabalho para cada filme, o que implica um trabalho significativo.</p>
<p>Começámos pelo português porque é a língua que partilhamos convosco. Se o ORBI continuar a crescer, queremos torná-lo multilingue e não limitar o acesso à língua portuguesa.</p>
<p>Por outro lado, pode existir uma oportunidade interessante em Timor-Leste: permitir que as crianças tenham ainda mais contacto com a língua portuguesa enquanto aprendem ciência e outros conteúdos. Timor-Leste, Portugal, Brasil, Angola e outros países partilham a língua portuguesa, e isso cria uma ligação através da qual a ciência e a educação também podem viajar.</p>
<p>Tenho uma ligação familiar a Timor-Leste e foi muito especial poder apresentar aqui o ORBI. Não queremos chegar a Timor-Leste a dizer aquilo de que o país precisa. Queremos apresentar o projeto, ouvir famílias, professores e instituições e perceber, com eles, de que forma o ORBI pode ser útil.</p>
<p><strong>Mas, para isso, é necessário que os pais saibam português.</strong></p>
<p>Sem dúvida. Essa é uma questão que ainda não consegui resolver. Não quer dizer que não a queira resolver, mas temos de começar por algum lado e começámos pela nossa língua. Acreditamos que existe alguma possibilidade de resultar aqui, porque o português é também uma das línguas oficiais de Timor-Leste e é ensinado nas escolas.</p>
<p>Mas isso também pode ser visto de outra forma: pode ser uma oportunidade para as crianças começarem a ensinar os pais a falar português. Se forem capazes de compreender o que estão a ver e tentarem mostrar aos pais aquilo que estão a aprender, poderá existir uma partilha de conhecimento que funciona no sentido inverso.</p>
<p>Não são apenas os pais a ensinar as crianças. As crianças podem também ajudar os pais a compreender o português. Não apresentamos o ORBI como uma ferramenta para ensinar português, mas a exposição simultânea à língua escrita e falada pode ser uma consequência positiva da experiência.</p>
<p>Sabemos que, em Timor-Leste, o tétum tem um papel central na vida quotidiana e que o domínio do português não é igual em todas as pessoas nem em todas as gerações. Por isso, transformar o ORBI numa experiência verdadeiramente multilingue exige trabalho de tradução, adaptação e validação, além de custos que ainda não conseguimos determinar com precisão.</p>
<p>Não queremos prometer hoje quais serão as próximas línguas, mas queremos que o ORBI possa chegar, no futuro, a mais comunidades linguísticas.</p>
<p><strong>Para terminar, como resumiria o que é o ORBI e aquilo que pretende alcançar?</strong></p>
<p>Somos uma plataforma online de descoberta e exploração familiar. O nosso principal público-alvo são as crianças em idade escolar e as famílias com crianças, mas os conteúdos podem ser vistos por toda a gente. Adultos podem participar, adolescentes podem participar e pessoas sem filhos também podem encontrar interesse na plataforma.</p>
<p>E a criança pode ver os conteúdos sozinha. Não há qualquer problema nisso. A nossa tentativa é criar um ritual familiar de partilha de conhecimento, mas não queremos tornar essa experiência obrigatória.</p>
<p>Haverá momentos em que a criança verá os conteúdos sozinha, e isso pode até reforçar o seu interesse. O que queremos é que, quando encontrar algo que lhe desperte dúvida, incerteza ou maravilha, vá falar com os pais, lhes mostre o que descobriu, discuta o assunto com eles e queira saber mais.</p>
<p>No fundo, o ORBI não pretende dar todas as respostas. Quer ser a chama que acende uma curiosidade maior.</p>
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		<title>BNU Timor reforça compromisso com o empreendedorismo e apoia nova geração de empresários</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antónia Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 02:52:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BNU]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Voz das empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O BNU Timor voltou a reforçar o seu compromisso com o desenvolvimento económico e o empreendedorismo em Timor-Leste ao apoiar a 8.ª Feira do Empreendedor do MOVE, realizada entre 4 e 11 de julho. A participação do banco integrou uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>O BNU Timor voltou a reforçar o seu compromisso com o desenvolvimento económico e o empreendedorismo em Timor-Leste ao apoiar a 8.ª Feira do Empreendedor do MOVE, realizada entre 4 e 11 de julho. A participação do banco integrou uma estratégia mais ampla de promoção da educação financeira, da formação empresarial e do crescimento sustentável de novos negócios no país.</em></p>
<p>O BNU Timor voltou a reforçar a sua aposta no empreendedorismo timorense através do apoio à 8.ª edição da Feira do Empreendedor do MOVE, uma iniciativa que reuniu jovens empresários, estudantes, parceiros e dezenas de pequenos negócios durante uma semana de atividades, entre 4 e 11 de julho.</p>
<p>Com mais de um século de presença em Timor-Leste, o banco procura afirmar-se como um parceiro estratégico do desenvolvimento económico nacional, investindo na capacitação de empreendedores, na educação financeira e no fortalecimento do setor privado através de parcerias com organizações como o MOVE.</p>
<p>“Somos parceiros do MOVE há muitos anos e acompanhamos a organização em todas as iniciativas que desenvolve. Mantemos uma colaboração próxima e regular”, afirmou a diretora-geral adjunta do BNU Timor, Ana de Andrade.</p>
<p>Segundo a responsável, esta parceria constitui uma forma concreta de preparar uma nova geração de empresários timorenses, promovendo competências essenciais para criar e desenvolver negócios sustentáveis.</p>
<p>“Estamos nesta iniciativa porque se trata de formar, educar e mudar mentalidades. O MOVE ensina quem pretende criar um negócio, oferecendo formação em áreas fundamentais, como a elaboração de planos de negócio e a gestão empresarial, o que contribui para fortalecer o setor privado no país.”</p>
<p>Ana de Andrade acrescentou que este apoio integra a política de responsabilidade social do banco, que procura gerar impacto duradouro através de projetos de formação, desenvolvimento comunitário e inclusão financeira.</p>
<p>Para além do apoio ao empreendedorismo, o BNU Timor desenvolve várias iniciativas de responsabilidade social, apoiando estudantes, financiando cursos de língua portuguesa destinados a funcionários públicos e universitários e participando regularmente em ações solidárias e comunitárias.</p>
<figure id="attachment_22943" aria-describedby="caption-attachment-22943" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-22943 size-medium" src="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/07/Equipa-BNU-e-participantes-MOVE-503x377.jpg" alt="" width="503" height="377" srcset="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/07/Equipa-BNU-e-participantes-MOVE-503x377.jpg 503w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/07/Equipa-BNU-e-participantes-MOVE-768x576.jpg 768w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/07/Equipa-BNU-e-participantes-MOVE.jpg 856w" sizes="(max-width: 503px) 100vw, 503px" /><figcaption id="caption-attachment-22943" class="wp-caption-text">Os colaboradores do BNU Timor aproximaram-se dos jovens, universitários e empreendedores timorenses para partilhar experiências e esclarecer dúvidas/Foto: Diligente</figcaption></figure>
<p><strong>Serviços financeiros para apoiar novos negócios</strong></p>
<p>A participação na Feira do Empreendedor permitiu ao BNU Timor aproximar-se dos jovens empreendedores e divulgar soluções financeiras destinadas ao desenvolvimento de novos negócios.</p>
<p>Durante o evento, a equipa do banco apresentou diferentes produtos e serviços dirigidos aos jovens empresários e às pequenas empresas, facilitando o acesso a soluções de financiamento e gestão financeira.</p>
<p>Entre os produtos em destaque esteve a Conta BNU Jovem, criada para incentivar hábitos de poupança, promover a literacia financeira e apoiar a concretização de projetos empresariais.</p>
<p>O banco apresentou ainda outras soluções de pagamento, incluindo cartões Visa de crédito, débito e pré-pagos, adequados às necessidades dos jovens empreendedores.</p>
<p><strong>BNU integrou o júri da competição de empreendedorismo</strong></p>
<p>Além da presença institucional na feira, o BNU Timor participou ativamente na avaliação dos projetos desenvolvidos pelos formandos do MOVE, integrando o painel de júri responsável por selecionar o melhor pitch empresarial da fase SHAKE. “Fizemos parte do júri que escolheu o pitch vencedor”, destacou Ana de Andrade.</p>
<p>O prémio foi atribuído a Aurora Ximenes, autora do projeto EcoGalinha Timor, uma iniciativa dedicada à criação sustentável de galinhas timorenses e à preservação das raças locais.</p>
<p>A jovem explicou que a ideia surgiu ao identificar o desaparecimento gradual das galinhas nativas devido à alimentação inadequada, à falta de cuidados veterinários e à utilização de técnicas tradicionais pouco eficientes. “Quero fornecer galinhas timorenses saudáveis e de qualidade superior”, afirmou.</p>
<figure id="attachment_22944" aria-describedby="caption-attachment-22944" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-22944" src="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/07/BNU-e-participantes-MOVE-503x377.jpg" alt="" width="503" height="377" srcset="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/07/BNU-e-participantes-MOVE-503x377.jpg 503w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/07/BNU-e-participantes-MOVE-768x576.jpg 768w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/07/BNU-e-participantes-MOVE.jpg 856w" sizes="(max-width: 503px) 100vw, 503px" /><figcaption id="caption-attachment-22944" class="wp-caption-text">Os colaboradores do BNU Timor aproximaram-se dos jovens, universitários e empreendedores timorenses para partilhar experiências e esclarecer dúvidas/Foto: Diligente</figcaption></figure>
<p><strong>Investimento nas pessoas começa dentro do banco</strong></p>
<p>O compromisso do BNU Timor com a capacitação estende-se também aos seus colaboradores, que participaram na Feira do Empreendedor para partilhar os seus percursos profissionais e demonstrar como a formação contínua e o ambiente de trabalho contribuíram para o seu desenvolvimento pessoal e profissional.</p>
<p>Querubina Amaral iniciou o seu percurso no BNU Timor em 2018 como estagiária. Depois de passar pela área comercial, integra atualmente o departamento de Recursos Humanos, onde presta apoio aos cerca de 139 colaboradores da instituição.</p>
<p>Segundo explicou, foi no banco que desenvolveu competências fundamentais nas áreas da negociação, do marketing e da comunicação com os clientes, conhecimentos que continua a aplicar na sua atividade profissional.</p>
<p>Também Josefina Vilanova dos Santos, colaboradora da área comercial desde 2014, recorda que iniciou a carreira na agência de Liquiçá. Considera que a experiência adquirida ao longo dos anos lhe permitiu compreender melhor as necessidades dos clientes e prestar um serviço mais próximo e adequado. “O BNU é um banco seguro e procura responder às necessidades dos seus clientes.”</p>
<p>Para o BNU Timor, a valorização dos colaboradores é uma componente essencial da sua estratégia de crescimento, assente na formação contínua, no desenvolvimento de competências e na criação de oportunidades de progressão profissional<strong>.</strong></p>
<figure id="attachment_22945" aria-describedby="caption-attachment-22945" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-22945" src="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/07/BNU-na-Feira-MOVE-503x377.jpg" alt="" width="503" height="377" srcset="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/07/BNU-na-Feira-MOVE-503x377.jpg 503w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/07/BNU-na-Feira-MOVE-768x576.jpg 768w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/07/BNU-na-Feira-MOVE.jpg 856w" sizes="(max-width: 503px) 100vw, 503px" /><figcaption id="caption-attachment-22945" class="wp-caption-text">BNU Timor participou ativamente na 8ª Feira do MOVE/Foto: Diligente</figcaption></figure>
<p><strong>Da formação ao mercado: o apoio ao crescimento de novos negócios</strong></p>
<p>O investimento do BNU Timor na capacitação dos empreendedores reflete-se também no apoio às diferentes fases do programa do MOVE.</p>
<p>Em 2026, 25 participantes concluíram a fase SHAKE, durante a qual adquiriram competências em gestão, sustentabilidade, planeamento financeiro e elaboração de modelos de negócio. Segue-se a fase MAKE, dedicada ao acompanhamento dos empreendedores na entrada no mercado, na conquista de clientes e na consolidação dos seus projetos empresariais.</p>
<p>Ao apoiar este percurso, o BNU Timor procura contribuir para a criação de empresas mais preparadas e sustentáveis, capazes de gerar emprego e dinamizar a economia nacional.</p>
<p>Entre os projetos desenvolvidos através deste ecossistema destaca-se a Runa’s Craft, criada por Rosália Amaral Soares, que combina o tecido tradicional Tais com técnicas de croché para produzir brincos, porta-chaves e outros acessórios artesanais.</p>
<p>Natural de Oé-Cusse, Rosália conta que aprendeu croché aos sete anos e pretende valorizar a identidade cultural timorense através dos seus produtos, ambicionando expandir o negócio para mercados internacionais. “Se tiverem um sonho, avancem. Trabalhem com dedicação, consciência e compromisso. Tudo é possível.”</p>
<p>Outro exemplo é o Uma Sabor, restaurante e cafetaria criado por Mariana da Costa Tilman, Zélia da Costa e Nélia da Costa Amaral. O negócio promove a gastronomia timorense, emprega atualmente 11 colaboradores e privilegia a compra de produtos a agricultores locais, contribuindo simultaneamente para a economia e para a valorização da produção nacional.</p>
<p>Um dos casos de sucesso apresentados durante a feira foi também o da Jelícia Araújo Olshop. Acompanhada pelo MOVE desde 2023, a empreendedora conseguiu alcançar a sustentabilidade financeira do seu negócio através da venda de produtos nas redes sociais, demonstrando o impacto que a formação e o acompanhamento podem ter na criação de pequenas empresas.</p>
<figure id="attachment_22946" aria-describedby="caption-attachment-22946" style="width: 516px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22946" src="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/07/20260711_153055-516x230.jpg" alt="" width="516" height="230" srcset="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/07/20260711_153055-516x230.jpg 516w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/07/20260711_153055-768x343.jpg 768w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/07/20260711_153055.jpg 856w" sizes="auto, (max-width: 516px) 100vw, 516px" /><figcaption id="caption-attachment-22946" class="wp-caption-text">Os projetos apresentados na feira refletem o crescimento de uma nova geração de empreendedores apoiados pelo MOVE, com o apoio do BNU Timor/Foto: Diligente</figcaption></figure>
<p><strong>Nova edição da Feira do MOVE reforçou o ecossistema empreendedor</strong></p>
<p>A 8.ª edição da Feira do Empreendedor do MOVE decorreu sob o tema “Da tradição à inovação” e apresentou um novo formato, distribuído ao longo de uma semana de atividades, com workshops, desafios de inovação, sessões de formação e a criação do Clube do Empreendedor.</p>
<p>Para Ana de Andrade, esta metodologia permitiu potenciar o impacto da iniciativa, oferecendo aos participantes mais tempo para aprofundar conhecimentos, estabelecer contactos e desenvolver os seus projetos. “Esta nova metodologia é melhor porque distribui as atividades por vários dias, permitindo que os participantes e os empreendedores tirem maior proveito de cada iniciativa.”</p>
<p>Entre as novidades desta edição destacou-se o Innovation Challenge, que desafiou os participantes a encontrarem soluções inovadoras para responder a problemas concretos enfrentados pelos empreendedores timorenses.</p>
<p>Foi igualmente lançado o Clube do Empreendedor, uma plataforma destinada a apoiar jovens empresários através de formação, acompanhamento e partilha de experiências. Segundo o embaixador do Clube, Natalino Fernandes Ximenes, a iniciativa pretende criar uma rede de apoio que fortaleça o ecossistema empresarial timorense.</p>
<p>A voluntária do MOVE, Joana Antoninho, considerou que o novo formato permitiu aproximar ainda mais a comunidade da iniciativa, graças à realização de atividades em língua tétum e a uma programação diversificada, que combinou formação, inovação e momentos culturais.</p>
<p>Ao longo de sete dias, a feira reuniu cerca de 400 participantes, dezenas de expositores e projetos empresariais nas áreas do artesanato, alimentação, agricultura, inovação e serviços, proporcionando oportunidades de aprendizagem, promoção de negócios e criação de novas parcerias.</p>
<figure id="attachment_22947" aria-describedby="caption-attachment-22947" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22947" src="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/07/8a-Feira-MOVE-BNU4-503x377.jpg" alt="" width="503" height="377" srcset="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/07/8a-Feira-MOVE-BNU4-503x377.jpg 503w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/07/8a-Feira-MOVE-BNU4-768x576.jpg 768w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/07/8a-Feira-MOVE-BNU4.jpg 856w" sizes="auto, (max-width: 503px) 100vw, 503px" /><figcaption id="caption-attachment-22947" class="wp-caption-text">As dezenas de bancas presentes na feira deram visibilidade a pequenos negócios e projetos empreendedores apoiados pelo MOVE/Foto: Diligente</figcaption></figure>
<p><strong>Parceria aposta no desenvolvimento sustentável do empreendedorismo</strong></p>
<p>Ao apoiar a 8.ª Feira do Empreendedor do MOVE, o BNU Timor voltou a afirmar-se como um dos principais parceiros do empreendedorismo em Timor-Leste, reforçando o seu investimento na educação financeira, na formação empresarial e na criação de oportunidades para uma nova geração de empreendedores.</p>
<p>Mais do que apoiar um evento, o banco procura contribuir para a criação de um ecossistema empresarial mais sólido e sustentável, promovendo a capacitação de jovens, o crescimento de pequenas empresas e o fortalecimento do setor privado nacional.</p>
<p>A parceria com o MOVE insere-se nesta estratégia de longo prazo, assente na convicção de que o empreendedorismo, aliado ao conhecimento e ao acesso a soluções financeiras adequadas, pode desempenhar um papel determinante no desenvolvimento económico e social de Timor-Leste.</p>
<p><strong>Conteúdo patrocinado por:</strong></p>
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		<title>BNU entrega certificados a 19 formandos e promete reforçar aposta no ensino da língua portuguesa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antónia Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 07:47:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BNU]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Voz das empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O curso gratuito de iniciação, promovido em parceria com a Embaixada de Portugal e a Escola Portuguesa de Díli para assinalar os 114 anos do BNU em Timor-Leste, termina com promessa de continuidade. Responsáveis destacam a importância da formação para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>O curso gratuito de iniciação, promovido em parceria com a Embaixada de Portugal e a Escola Portuguesa de Díli para assinalar os 114 anos do BNU em Timor-Leste, termina com promessa de continuidade. Responsáveis destacam a importância da formação para a qualificação profissional e para a consolidação da língua portuguesa no país.</em></p>
<p>Os 19 participantes do curso de iniciação em Língua Portuguesa promovido pelo Banco Nacional Ultramarino (BNU) receberam, esta terça-feira, 14 de julho, os certificados de conclusão da formação, numa cerimónia que assinalou o encerramento da iniciativa lançada para celebrar os 114 anos da instituição em Timor-Leste.</p>
<p>O curso, gratuito, teve a duração de 60 horas e foi promovido pelo BNU em parceria com a Embaixada de Portugal e a Escola Portuguesa de Díli (EPD), destinando-se a funcionários públicos e estudantes universitários timorenses.</p>
<p><strong>Menos celebrações, mais investimento na comunidade</strong></p>
<p>O diretor-geral do BNU, Paulo Lopes, explicou que o banco optou por assinalar o aniversário de uma forma diferente, canalizando os recursos habitualmente destinados às comemorações para uma iniciativa de responsabilidade social.</p>
<p>“Em vez de assinalarmos o aniversário do Banco com uma festa, fogo de artifício e confetes, utilizámos esses recursos para um ato de responsabilidade social, devolvendo à comunidade timorense algo em troca daquilo que também nos tem proporcionado”, afirmou.</p>
<p>Segundo Paulo Lopes, a aposta na formação, quer na língua portuguesa quer noutras áreas do conhecimento, é essencial para reforçar as competências dos recursos humanos. O responsável sublinhou que essa evolução já é visível tanto na melhoria da qualidade do trabalho desenvolvido pelos funcionários do banco como no crescente interesse de timorenses em integrar os quadros da instituição.</p>
<p>“De ano para ano, há cada vez mais quadros timorenses mais qualificados e preparados para serem bem-sucedidos no mundo profissional”, afirmou.</p>
<p>O embaixador de Portugal em Timor-Leste, Duarte Bué Alves, elogiou a iniciativa do BNU, desenvolvida em parceria com a EPD e a Embaixada de Portugal, considerando que contribui para reforçar o ensino da língua portuguesa no país.</p>
<p>“É uma iniciativa muito importante porque dá prioridade à língua portuguesa, à sua disseminação e ao seu enraizamento, uma das grandes prioridades da Embaixada, fortalecendo e formando jovens capacitados com um melhor domínio da língua portuguesa”, sublinhou.</p>
<p>Também presente na cerimónia, o ministro do Planeamento e Investimento Estratégico, Gastão de Sousa, agradeceu a oportunidade dada aos funcionários do ministério para frequentarem a formação.</p>
<p>“Quero agradecer muito aos meus colegas portugueses, que proporcionaram esta oportunidade de aprender português, porque isso facilitará a progressão na carreira dos funcionários públicos.”</p>
<p>O governante manifestou ainda o desejo de que esta iniciativa tenha continuidade, permitindo que mais funcionários possam beneficiar da formação. Apelou igualmente aos trabalhadores da Administração Pública para continuarem a aprender português, lembrando que “já é hora de aprender português, a língua oficial de Timor-Leste”.</p>

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<p><strong>Formandos destacam evolução e pedem continuidade</strong></p>
<p>Entre os participantes, Isaura Mota de Jesus, funcionária da Secretaria de Estado dos Assuntos da Toponímia e Organização Urbana, explicou que utiliza diariamente a língua portuguesa para redigir e responder a correspondência oficial, razão pela qual considerou a formação particularmente útil.</p>
<p>A formanda destacou a dinâmica das aulas e a metodologia utilizada pela professora, afirmando que a evolução dos participantes foi evidente ao longo do curso.</p>
<figure id="attachment_22886" aria-describedby="caption-attachment-22886" style="width: 283px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22886 size-medium" src="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-16-at-16.25.37-1-283x377.jpeg" alt="" width="283" height="377" srcset="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-16-at-16.25.37-1-283x377.jpeg 283w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-16-at-16.25.37-1-675x900.jpeg 675w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/07/WhatsApp-Image-2026-07-16-at-16.25.37-1.jpeg 750w" sizes="auto, (max-width: 283px) 100vw, 283px" /><figcaption id="caption-attachment-22886" class="wp-caption-text">Isaura Mota de Jesus, funcionária da Secretaria de Estado dos Assuntos da Toponímia e Organização Urbana/Foto: Diligente</figcaption></figure>
<p>“No início, foi difícil, porque não sabíamos como nos expressar em português. Mesmo tendo dúvidas, não tínhamos coragem para perguntar. Mas agora é diferente: fazemos prática no curso e aprendemos tanto a falar como a escrever.”</p>
<p>Isaura Mota de Jesus agradeceu ainda a oportunidade proporcionada pelo BNU, considerando que a iniciativa reforçou o orgulho dos participantes numa das línguas oficiais de Timor-Leste. “Foi uma oportunidade muito interessante para nós e espero que este curso tenha uma segunda etapa, para podermos avançar para o nível seguinte”, afirmou.</p>
<p><strong>BNU e Embaixada prometem dar continuidade ao projeto</strong></p>
<p>No encerramento da cerimónia, Paulo Lopes felicitou os formandos e incentivou-os a continuarem a investir na sua formação ao longo da vida.</p>
<p>“A mensagem que vos posso deixar é que isto vos sirva de incentivo para procurarem mais formações, estarem disponíveis para aprender e serem melhores profissionais e, dessa forma, contribuírem para o futuro e para o desenvolvimento do país”, afirmou.</p>
<p>O diretor-geral anunciou ainda a intenção de reforçar esta iniciativa no próximo ano, quando o BNU assinalar os 115 anos de presença em Timor-Leste.</p>
<p>“Para o ano, como se assinalam os 115 anos, um número mais redondo, acho que merece ser comemorado de forma mais abrangente, com mais iniciativas, mas sempre dentro desta lógica de menos festas e mais devolução à comunidade timorense.”</p>
<p>A mesma garantia foi deixada pelo embaixador de Portugal, que manifestou o compromisso de apoiar a continuidade do projeto, permitindo que os atuais formandos avancem para o nível intermédio e que novos participantes possam integrar futuras edições.</p>
<p>Segundo Duarte Bué Alves, a evolução do domínio da língua portuguesa em Timor-Leste é claramente percetível. “Mesmo estando no país há apenas dez meses, tenho tido oportunidade de falar com profissionais que trabalham em várias áreas em Timor-Leste. Toda a gente me diz que, se olharmos para o domínio da língua portuguesa hoje em dia, comparando com há dez ou 20 anos, a situação é muito melhor.”</p>

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		<title>BNU Timor junta-se à Escola Portuguesa de Díli em ação de limpeza das praias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antónia Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 06:42:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BNU]]></category>
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		<category><![CDATA[Voz das empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A iniciativa da Escola Azul reuniu estudantes, professores, encarregados de educação e funcionários do BNU Timor numa campanha de sensibilização ambiental entre a Areia Branca e o Cristo Rei Na manhã de sábado, 23 de maio de 2026, estudantes da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>A iniciativa da Escola Azul reuniu estudantes, professores, encarregados de educação e funcionários do BNU Timor numa campanha de sensibilização ambiental entre a Areia Branca e o Cristo Rei</em></p>
<p>Na manhã de sábado, 23 de maio de 2026, estudantes da Escola Portuguesa de Díli (EPD), professores, encarregados de educação e funcionários do Banco Nacional Ultramarino (BNU) Timor participaram numa ação de limpeza das praias entre Areia Branca e Cristo Rei, com o objetivo de sensibilizar a comunidade para a proteção ambiental e preservação dos oceanos.</p>
<p>O BNU Timor associou-se à iniciativa da Escola Azul da EPD, que procura promover a consciência ambiental junto de crianças, jovens e adultos, incluindo os pais. A ação enquadra-se também num dos três pilares de sustentabilidade do BNU Timor: a proteção ambiental.</p>
<p>Segundo a professora Élia Gomes, a EPD integra a rede de Escolas Azuis de Portugal, que inclui igualmente escolas da lusofonia. “Esta é mais uma iniciativa no âmbito da literacia oceânica e da participação ativa dos alunos”, afirmou a docente, acrescentando que a atividade pretende sensibilizar para a grande quantidade de lixo existente nas praias de Timor-Leste.</p>
<p>Já Nobelinha Sarmento, responsável pelas ações de sustentabilidade do BNU Timor, recordou que o banco já tinha promovido iniciativas semelhantes no passado. “Como a EPD voltou a organizar esta atividade, o BNU decidiu associar-se a esta iniciativa de sensibilização contra o lixo nas praias, sendo o mar a nossa maior riqueza e algo que devemos proteger. Sensibilizamos as crianças para o facto de o lixo ser perigoso para o ambiente”, afirmou.</p>
<p>Para a diretora do BNU Timor, Ana Andrade, a atividade assume particular importância porque preservar a natureza e manter o ambiente limpo é um dever coletivo. “Nada melhor do que nos associarmos à Escola Portuguesa de Díli, uma vez que é uma escola que está a formar meninos e meninas”, sublinhou.</p>
<p>A responsável acrescentou que a iniciativa serviu também como exemplo prático para os estudantes, incentivando-os a não sujar as praias e a tratar corretamente o lixo que produzem. Além disso, considerou tratar-se de uma campanha de sensibilização dirigida não apenas aos participantes, mas também à cidade e ao país.</p>
<figure id="attachment_22482" aria-describedby="caption-attachment-22482" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22482" src="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/distribui-materiais-da-limpeza-503x377.jpg" alt="" width="503" height="377" srcset="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/distribui-materiais-da-limpeza-503x377.jpg 503w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/distribui-materiais-da-limpeza-768x576.jpg 768w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/distribui-materiais-da-limpeza.jpg 856w" sizes="auto, (max-width: 503px) 100vw, 503px" /><figcaption id="caption-attachment-22482" class="wp-caption-text">As professoras da EPD distribuíram os materiais da limpeza/Foto: Diligente</figcaption></figure>
<p>Antes do início da limpeza, as professoras da EPD distribuíram materiais aos estudantes, pais e funcionários participantes. Nobelinha Sarmento explicou que o BNU Timor apoiou igualmente a iniciativa através da disponibilização de sacos do lixo, luvas, t-shirts e água.</p>
<figure id="attachment_22483" aria-describedby="caption-attachment-22483" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22483" src="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/saco-e-limpeza-503x377.jpg" alt="" width="503" height="377" srcset="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/saco-e-limpeza-503x377.jpg 503w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/saco-e-limpeza-768x576.jpg 768w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/saco-e-limpeza.jpg 856w" sizes="auto, (max-width: 503px) 100vw, 503px" /><figcaption id="caption-attachment-22483" class="wp-caption-text">Logo que receberam os sacos, as luvas e as instruções, os participantes dividiram-se em grupos para percorrer a praia/Foto: Diligente</figcaption></figure>
<p>Os estudantes da EPD mostraram-se entusiasmados por participarem na limpeza ao lado dos colegas e de dezenas de voluntários. Para a professora Élia Gomes, as crianças são os futuros cidadãos e têm também a responsabilidade de sensibilizar outras pessoas, começando pelos próprios pais, que poderão não ter tido educação ambiental suficiente sobre o impacto do lixo nos oceanos.</p>
<figure id="attachment_22484" aria-describedby="caption-attachment-22484" style="width: 377px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22484" src="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/criancas-e-o-horizonte-377x377.jpg" alt="" width="377" height="377" srcset="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/criancas-e-o-horizonte-377x377.jpg 377w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/criancas-e-o-horizonte-150x150.jpg 150w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/criancas-e-o-horizonte-768x768.jpg 768w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/criancas-e-o-horizonte.jpg 856w" sizes="auto, (max-width: 377px) 100vw, 377px" /><figcaption id="caption-attachment-22484" class="wp-caption-text">As crianças pararam por momentos para apreciar o mar de águas cristalinas/Foto: Diligente</figcaption></figure>
<p>“São sobretudo as camadas mais jovens que serão responsáveis pela mudança da mentalidade ambiental. Ainda há muito por fazer aqui em Timor, embora nos últimos tempos já se tenha verificado uma maior consciência ambiental”, afirmou a professora.</p>

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<h6 style="text-align: center;">Garrafas de água e maços de cigarros continuam a poluir as praias/Foto: Diligente</h6>
<p>Apesar das várias iniciativas de limpeza promovidas em Díli, nomeadamente nas praias de Areia Branca e Cristo Rei, continua a verificar-se o abandono de lixo fora dos locais apropriados. Garrafas de água, tampas, sacos de plástico, palhinhas e maços de cigarros continuam espalhados pelas praias.</p>

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<h6 style="text-align: center;">Os resíduos deitados na praia acabam muitas vezes no mar/Foto: Diligente</h6>
<p>Além da limpeza da areia, várias crianças e jovens entraram no mar para recolher resíduos. Olulinha Soares e Alcina Lay, estudantes do oitavo ano da EPD, alertaram para os perigos do lixo marinho.</p>
<p>“Porque o lixo pode entrar também na cadeia alimentar e isso faz mal para nós. Os plásticos que estão agora na praia podem entrar na água e depois os humanos pescam os peixes que ingeriram plástico, acabando também por os consumir”, explicou Alcina Lay.</p>
<figure id="attachment_22495" aria-describedby="caption-attachment-22495" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22495" src="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/papa-beatas-503x377.jpg" alt="" width="503" height="377" srcset="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/papa-beatas-503x377.jpg 503w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/papa-beatas-768x576.jpg 768w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/papa-beatas.jpg 856w" sizes="auto, (max-width: 503px) 100vw, 503px" /><figcaption id="caption-attachment-22495" class="wp-caption-text">Muitas beatas de cigarros foram recolhidas durante a limpeza/Foto: Diligente</figcaption></figure>
<p>Ao longo das praias e das ruas foram igualmente encontradas inúmeras beatas de cigarros. Segundo a professora Élia Gomes, muitas encontram-se enterradas na areia. “A decomposição demora mais de cinco anos e transforma-se em microplásticos que acabam por entrar nas cadeias alimentares, tornando-se também um problema de saúde”, alertou.</p>
<p>A docente observou ainda que, em Timor-Leste, o elevado consumo de tabaco está associado não apenas a problemas de saúde, mas também a impactos ambientais quando os resíduos dos cigarros não são devidamente tratados.</p>
<figure id="attachment_22496" aria-describedby="caption-attachment-22496" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22496" src="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/lixo-acumulado-503x377.jpg" alt="" width="503" height="377" srcset="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/lixo-acumulado-503x377.jpg 503w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/lixo-acumulado-768x576.jpg 768w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/lixo-acumulado.jpg 856w" sizes="auto, (max-width: 503px) 100vw, 503px" /><figcaption id="caption-attachment-22496" class="wp-caption-text">Dezenas de sacos de lixo foram enchidos durante a limpeza/Foto: Diligente</figcaption></figure>
<p>Os participantes mostraram-se satisfeitos com a forte adesão de estudantes, encarregados de educação, professores e outros voluntários. Apesar do cansaço provocado pelo trabalho de limpeza e pelas temperaturas elevadas, os participantes consideraram positiva a experiência depois de observarem os resultados alcançados.</p>
<p>As estudantes esperam que, no futuro, existam mais contentores com separação de resíduos e menos pessoas a deitar lixo em qualquer lugar.</p>
<figure id="attachment_22497" aria-describedby="caption-attachment-22497" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22497" src="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/EPD-503x377.jpg" alt="" width="503" height="377" srcset="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/EPD-503x377.jpg 503w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/EPD-768x576.jpg 768w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/EPD.jpg 856w" sizes="auto, (max-width: 503px) 100vw, 503px" /><figcaption id="caption-attachment-22497" class="wp-caption-text">A iniciativa foi promovida pela EPD, através do programa Escola Azul/Foto: Diligente</figcaption></figure>
<p>Para a professora Élia Gomes, o mais importante não é apenas realizar campanhas de limpeza, mas prevenir a produção e o abandono de lixo.</p>
<p>“Hoje existem pequenas ações que servem sobretudo para sensibilizar, mas que não resolvem o problema. O mais importante é que as pessoas tenham consciência e não deixem lixo na praia. Tudo o que trazem devem levar consigo”, afirmou.</p>
<p>Simplício de Deus, um dos embaixadores da Escola Azul na EPD, explicou que o objetivo da atividade, que envolveu estudantes, pais e funcionários da escola, passa por sensibilizar para a mudança de mentalidades. “As mudanças começam com pequenas ações como esta: não deitar lixo no chão”, afirmou.</p>
<p>A professora Élia Gomes considerou ainda que o hábito de deitar lixo em qualquer lugar está relacionado com a ausência de educação ambiental ao longo dos anos. “É um pouco cultural. Muitas pessoas em Timor-Leste atiram naturalmente o lixo para o chão, como se fosse algo normal, mas não é. Acho que esta mudança ainda vai demorar algum tempo, mas acredito que estes meninos façam parte dessa transformação”, disse.</p>
<figure id="attachment_22498" aria-describedby="caption-attachment-22498" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22498" src="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/BNU-503x377.jpg" alt="" width="503" height="377" srcset="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/BNU-503x377.jpg 503w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/BNU-768x576.jpg 768w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/BNU-rotated.jpg 856w" sizes="auto, (max-width: 503px) 100vw, 503px" /><figcaption id="caption-attachment-22498" class="wp-caption-text">A iniciativa contou com forte participação dos funcionários e da direção do BNU Timor/Foto: Diligente</figcaption></figure>
<p>Reconhecendo que a mudança de mentalidades exige tempo, a diretora do BNU Timor, Ana Andrade, garantiu que o banco continuará a apostar em campanhas ambientais.</p>
<p>“Sempre que formos desafiados, participaremos em campanhas. Esta é uma delas. Já tínhamos participado noutras iniciativas no passado e continuaremos a fazê-lo sempre que houver oportunidade. É também uma forma de demonstrarmos o nosso compromisso com Timor-Leste”, afirmou.</p>
<p>Nobelinha Sarmento reforçou que o problema do lixo não se resolve de um dia para o outro. “Temos de sensibilizar mais, promover mais iniciativas de limpeza e divulgar mais informação sobre o impacto do lixo no ambiente, inclusive nas redes sociais. Não conseguimos mudar comportamentos de um dia para o outro. É um trabalho contínuo”, concluiu.</p>
<p><strong>Conteúdo patrocinado por:</strong></p>
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		<title>BNU leva vencedora do Prémio de Língua Portuguesa a curso de verão em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 01:26:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BNU]]></category>
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		<category><![CDATA[Voz das empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Saudade” foi o tema que levou dezenas de jovens timorenses a escrever sobre infância, família, ausência e futuro. A edição mais participada de sempre do Prémio de Língua Portuguesa terminou com uma viagem a Portugal para a vencedora e com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>“Saudade” foi o tema que levou dezenas de jovens timorenses a escrever sobre infância, família, ausência e futuro. A edição mais participada de sempre do Prémio de Língua Portuguesa terminou com uma viagem a Portugal para a vencedora e com sinais claros de um interesse crescente pela escrita em português em Timor-Leste.</em></p>
<p>“Tinha saudades de ser a criança do meu pai e da minha mãe.” Foi com esta memória simples e profundamente pessoal que Deniva Guterres Neves Pereira conquistou o primeiro prémio da 12.ª edição do Prémio de Língua Portuguesa, vencendo um curso de verão em Portugal patrocinado pelo BNU Timor. A edição deste ano, dedicada ao tema “Saudade”, foi a mais concorrida de sempre e revelou uma nova geração de jovens timorenses cada vez mais próxima da escrita em português.</p>
<p>O auditório da Fundação Oriente voltou a encher-se na tarde de 7 de maio de 2026. Estudantes, universitários, professores, docentes, funcionários e representantes diplomáticos, incluindo embaixadores, diretores e secretários de Estado de Portugal, marcaram presença na cerimónia de entrega do XII Prémio de Língua Portuguesa.</p>
<p>O Prémio de Língua Portuguesa é uma iniciativa da Fundação Oriente, criada em 2013, que consiste num concurso de escrita criativa em língua portuguesa dirigido a jovens timorenses entre os 18 e os 28 anos. O objetivo é incentivar a aprendizagem e o uso da língua portuguesa entre a juventude.</p>
<p>O anúncio dos vencedores desta 12.ª edição coincidiu com a Semana da Língua Portuguesa, organizada pelas embaixadas de Portugal, do Brasil e de Angola, no âmbito das celebrações do Dia Mundial da Língua Portuguesa. A edição ganhou ainda maior simbolismo por ocorrer no ano em que se assinalam os 30 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).</p>
<p>Desde o seu lançamento, centenas de jovens participaram no concurso e 22 já foram premiados com cursos de verão de língua e cultura portuguesas. Nesta edição, o Banco Nacional Ultramarino (BNU) Timor, parceiro da iniciativa desde o início, patrocinou integralmente o primeiro prémio: um curso de verão de língua e cultura portuguesas em Portugal.</p>
<p>Os segundo e terceiro prémios foram monetários, no valor de 500 e 300 dólares, respetivamente, patrocinados pela Embaixada de Portugal. Os sete finalistas terão ainda acesso a um curso de escrita criativa, a realizar no dia 23 de maio, orientado pela diretora do Centro de Formação Escolar Abut, Dulce Turquel.</p>
<p><strong>“Saudade” inspira edição mais participada de sempre</strong></p>
<p>Segundo Joana Saraiva, delegada da Fundação Oriente, os prémios são um incentivo importante, mas o crescimento do interesse dos jovens timorenses pela língua portuguesa é já visível.</p>
<p>Referindo-se ao tema desta edição, Joana Saraiva descreveu “saudade” como “uma das palavras mais belas e intraduzíveis da língua portuguesa”. Para a delegada da Fundação Oriente, este crescimento resulta do trabalho conjunto de várias instituições.</p>
<p>Além do BNU, da Embaixada de Portugal e da Abut, a 12.ª edição contou com o apoio do Ministério do Ensino Superior, Ciência e Cultura (MESCC) e do Centro de Língua Portuguesa da Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL), que integraram o júri juntamente com a Abut e a Embaixada de Portugal.</p>
<figure id="attachment_22357" aria-describedby="caption-attachment-22357" style="width: 283px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22357" src="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/BNU2-283x377.jpg" alt="" width="283" height="377" srcset="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/BNU2-283x377.jpg 283w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/BNU2-675x900.jpg 675w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/BNU2-768x1024.jpg 768w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/BNU2-1152x1536.jpg 1152w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/BNU2.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 283px) 100vw, 283px" /><figcaption id="caption-attachment-22357" class="wp-caption-text">Paulo Lopes, diretor-geral do BNU Timor, durante a sua intervenção/Foto: Diligente</figcaption></figure>
<p><strong>“Falar português é uma mais-valia”, afirma BNU</strong></p>
<p>Paulo Lopes, diretor-geral do BNU Timor, sublinhou na sua intervenção o papel da literatura como forma de conhecimento e viagem.</p>
<p>Referiu autores como Jorge Amado, Paulo Coelho e Mário de Andrade, associados ao Brasil; José Saramago e António Lobo Antunes, a Portugal; Pepetela, a Angola; e Mia Couto, a Moçambique, destacando a capacidade da literatura de transportar os leitores para diferentes realidades.</p>
<p>O responsável reforçou ainda que “falar em português é uma mais-valia”, por se tratar de uma língua que facilita o acesso ao conhecimento e que é amplamente falada no hemisfério sul, onde se inclui Timor-Leste.</p>
<p>“Continuem a investir no português, a sonhar em português, porque sonhar em português não é a mesma coisa que sonhar noutra língua”, concluiu.</p>
<p>O BNU sublinhou ainda o seu compromisso com a promoção da língua portuguesa em Timor-Leste, defendendo que o investimento neste domínio contribui para o desenvolvimento do país, sobretudo através da qualificação dos recursos humanos.</p>
<p>Segundo o diretor-geral, cerca de 90% dos quadros do banco tiveram uma evolução positiva por ter a língua portuguesa como base da sua aprendizagem e formação.</p>
<p><strong>Cooperação institucional reforça ensino da língua</strong></p>
<p>O embaixador de Portugal em Díli, Duarte Bué Alves, felicitou os participantes e destacou o trabalho do júri, sublinhando a importância da cooperação institucional na promoção da língua portuguesa.</p>
<p>O diretor do Ensino Superior e Ciência do MESCC, Domingos Barros, afirmou que o prémio incentiva os jovens a melhorar o uso do português, bem como a criatividade e o gosto pela leitura e escrita.</p>
<p>“Cada texto submetido representa esforço, dedicação e coragem. Através dos vossos textos, vocês ajudaram também a revelar sentimentos, memórias, histórias e aspetos da cultura timorense”, afirmou.</p>
<figure id="attachment_22358" aria-describedby="caption-attachment-22358" style="width: 516px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22358" src="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/BNU311-516x332.jpg" alt="" width="516" height="332" srcset="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/BNU311-516x332.jpg 516w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/BNU311-900x579.jpg 900w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/BNU311-768x494.jpg 768w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/BNU311.jpg 1331w" sizes="auto, (max-width: 516px) 100vw, 516px" /><figcaption id="caption-attachment-22358" class="wp-caption-text"><br />Uma multidão de jovens e convidados acompanhou com entusiasmo o anúncio dos vencedores /Foto: Diligente</figcaption></figure>
<p><strong>“Saudade” domina edição com maior número de participantes </strong></p>
<p>O tema “Saudade” esteve no centro das reflexões desta edição, a mais concorrida de sempre.</p>
<p>Joana Saraiva mostrou-se surpreendida com o número de participantes, enquanto o diretor-geral do BNU e o embaixador de Portugal destacaram o caráter profundamente português do tema.  “Há quem diga que não tem paralelo no vocabulário de outras línguas”, afirmou Paulo Lopes.</p>
<p>O diretor do MESCC, Domingos Barros, considerou que a palavra é difícil de traduzir, mas fácil de compreender. “Falamos da ausência, da memória, da ligação familiar, da infância, dos que partiram, mas também da esperança do reencontro.” Para o responsável, a “saudade” está profundamente ligada à identidade timorense.</p>
<p>A presidente do júri, Susana Mendonça, destacou que o aumento de participação não se deve apenas ao tema, mas também ao maior interesse pela escrita. “Sobretudo a perda da vergonha, porque os timorenses, em geral, têm muita vergonha de falar e escrever em português”, afirmou.</p>
<p><strong>Jovens entre ansiedade e conquista</strong></p>
<p>Antes da cerimónia, os jovens concorrentes já se encontravam no auditório da Fundação Oriente. O ambiente era calmo, mas carregado de expectativa. Um dos jovens encontrava-se sentado na última fila, de cabeça baixa, a olhar para uns papéis nas mãos e a mexer nervosamente os pés. Quando foi abordado, reagiu como se tivesse acabado de despertar dos seus pensamentos. Estava ansioso por conhecer os resultados do concurso.</p>
<p>Antes de serem anunciados os vencedores, os sete finalistas foram chamados ao palco para apresentar excertos dos seus contos. O jovem sentado no fundo do auditório também foi chamado.</p>
<p>Os jovens ocuparam as sete cadeiras no palco e, um a um, leram os seus textos. As histórias transportaram o auditório para memórias de infância, ausência e reencontro, despertando emoções e sentimentos de saudade.</p>
<figure id="attachment_22359" aria-describedby="caption-attachment-22359" style="width: 516px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22359" src="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/fixo-516x293.png" alt="" width="516" height="293" srcset="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/fixo-516x293.png 516w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/fixo-900x511.png 900w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/fixo-768x436.png 768w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/fixo-1536x872.png 1536w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/fixo.png 1998w" sizes="auto, (max-width: 516px) 100vw, 516px" /><figcaption id="caption-attachment-22359" class="wp-caption-text">Os sete finalistas pertencem a diferentes estabelecimentos de ensino/Foto: Diligente</figcaption></figure>
<p>Foram então anunciados os três vencedores do XII Prémio de Língua Portuguesa.</p>
<p>A vencedora do primeiro prémio foi Deniva Guterres Neves Pereira, estudante da Universidade Nacional Timor Lorosa’e, com o conto intitulado “De 15 em 15 dias”. O anúncio provocou surpresa na jovem e uma forte salva de palmas no auditório.</p>
<p>“Não esperava ser a vencedora, porque os outros textos também eram excelentes. Quando ouvi o meu nome, fiquei perdida. Senti-me agradecida e honrada por esta excelente oportunidade”, partilhou com entusiasmo.</p>
<p>A obra vencedora contou um momento específico vivido com os pais e que a autora gostaria de reviver. As frases descrevem a vida na aldeia durante a infância, quando partilhava uma mota com os pais e um irmão. Cada saudação e cada gesto simples observados naquele tempo foram recordados e descritos de forma detalhada.</p>
<p>O auditório permaneceu em silêncio, atento à leitura da jovem no palco. A história comoveu os presentes. Houve quem, logo após ouvir o texto, comentasse que aquele deveria ser o vencedor. E acertou.</p>
<p>Deniva Pereira é estudante universitária e tem o hábito de escrever num diário. Regista acontecimentos do quotidiano, sentimentos e pensamentos sob a forma de contos, poesias ou simples textos em tétum, português e inglês. Um dia, percebeu que aquilo que sentia não era apenas uma observação comum, mas uma emoção profunda. “Tinha muitas saudades de ser a criança do meu pai e da minha mãe. Foi por isso que escrevi no meu diário que tinha saudades do tempo em que era criança”, contou a estudante de Direito da UNTL.</p>
<p>Ao rever e enriquecer o texto, Deniva contou com o apoio do pai na reorganização das frases, preservando sempre as ideias originais. Durante esse processo, aprendeu novos vocabulários, organizou melhor as ideias e melhorou a sua capacidade de leitura em português, já que precisava de ler muito para conseguir escrever.</p>
<p>Deniva Pereira acredita que a oportunidade de viajar a Portugal para conhecer a cultura e a língua portuguesas vai contribuir para elevar a sua competência linguística. Acrescentou ainda que continuará a escrever no diário, “uma amiga” que a ajuda a sentir-se mais tranquila e a escrever cada vez mais em português.</p>
<p><strong>Saudades do futuro</strong></p>
<p>Jelia Vicunha Lay Sarmento, estudante da Escola Portuguesa de Díli, conquistou o segundo prémio com a obra “O Regresso”. Confessou que se sentia muito nervosa antes de subir ao palco. “Há tanta gente e esta foi a primeira vez que estive num palco”, partilhou.</p>
<p>Quando ouviu o seu nome anunciado como vencedora do segundo prémio, ficou muito feliz e surpreendida. Jelia soube da existência do concurso apenas seis dias antes do fim do prazo de candidatura.</p>
<p>“Ao ver o tema, pensei logo em escrever sobre a escola. Sobre como será terminar os meus estudos e depois voltar novamente à escola”, contou. Este é o seu último ano e imaginava frequentemente como se sentiria ao concluir os estudos e regressar à escola secundária já bem-sucedida. Era uma espécie de saudade antecipada do futuro.</p>
<p>Com pouco tempo disponível, a jovem encontrou dificuldades em tornar o texto mais sentimental e estruturado, mas conseguiu concluir tudo sozinha e ainda conquistar um prémio. Depois desta experiência, “pretendo ler mais, melhorar a escrita e voltar a concorrer.”</p>
<p>Mouzinho Zeca Morano Xavier, estudante da Universidade Católica Timorense, venceu o terceiro prémio. Foi o jovem que permanecia sentado na última fila, com os pés trémulos e os olhos fixos num papel com o título “A Casa”, mesmo depois de ter sido chamado ao palco para integrar o grupo dos sete finalistas.</p>
<p>“Senti-me um pouco nervoso e não imaginava que pudesse estar entre os sete finalistas”, confessou. Contou que, durante o tempo em que esteve no palco, sentiu uma mistura de ansiedade, medo e outras emoções difíceis de descrever.</p>
<p>Ao ouvir os outros seis participantes lerem os seus textos, acreditou que não conseguiria qualquer prémio, pois considerava todos os trabalhos excelentes. “Depois de ouvir o meu nome, percebi que estava a viver um momento inesquecível da minha vida, da minha vida de estudante. Sou estudante de Literatura e este é o meu primeiro passo.”</p>
<p>Mouzinho demorou uma semana a concluir o texto, passando inclusive uma noite sem dormir. A sua obra, “A Casa”, retrata a experiência de ter deixado o lar para continuar os estudos num colégio. “Tive saudades da minha casa, do lar, dos sentimentos, da família. Quando não temos a nossa mãe e o nosso pai, deixamos de ter um lar.”</p>
<p>O vocabulário e a gramática foram os maiores desafios, mas procurou apoio em livros de gramática e junto dos professores da universidade. O Prémio despertou-lhe ainda mais vontade e iniciativa para continuar a escrever e aprofundar a sua paixão pela literatura.</p>
<p>Entre as 75 obras submetidas, destacaram-se ainda os textos de José Ricardo Fernandes, Juliano Rodrigues Subha, Serafina dos Santos da Silva e William Ronaldinho Ximenes.</p>
<figure id="attachment_22361" aria-describedby="caption-attachment-22361" style="width: 503px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22361" src="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/fx2-503x377.png" alt="" width="503" height="377" srcset="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/fx2-503x377.png 503w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/fx2-900x675.png 900w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/fx2-768x576.png 768w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/fx2-1536x1152.png 1536w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2026/05/fx2.png 2048w" sizes="auto, (max-width: 503px) 100vw, 503px" /><figcaption id="caption-attachment-22361" class="wp-caption-text">A iniciativa da Fundação Oriente conta com a parceria do BNU Timor desde 2013/Foto: Diligente</figcaption></figure>
<p><strong>Melhoria na qualidade da escrita</strong></p>
<p>O júri é composto por cinco elementos: dois representantes do Ministério do Ensino Superior, Ciência e Cultura, uma representante do Centro de Língua Portuguesa da Universidade Nacional Timor Lorosa’e, uma representante da Embaixada de Portugal e uma representante do Centro de Conhecimento e Aprendizagem Abut.</p>
<p>Para a presidente do júri, Susana Mendonça, os textos desta edição foram os mais competitivos de sempre devido à elevada qualidade apresentada, o que dificultou o processo de seleção, sobretudo na primeira fase.</p>
<p>“A primeira seleção consiste em eliminar os textos que não cumprem os critérios ou que, numa leitura inicial, percebemos que não têm qualidade. E este foi o primeiro ano em que praticamente não excluímos textos logo na primeira leitura.”</p>
<p>Numa segunda fase, foram selecionados 12 textos. Entre estes, o júri escolheu sete finalistas, que passaram também por uma entrevista. A docente sublinhou que esta fase é fundamental para perceber até que ponto os textos receberam ajuda externa, seja através de inteligência artificial, de professores ou de outras pessoas.</p>
<p>“Não há problema na correção. O problema é que, muitas vezes, quem corrige altera aspetos que pertencem ao autor. As ideias podem deixar de ser do autor. E a fase da entrevista é, de facto, essencial para perceber isso.”</p>
<p>Por esse motivo, acrescentou, “nunca eliminámos textos apenas por conterem erros, porque isso demonstra que o autor escreveu o texto de forma autónoma.” Concluiu ainda que os melhores textos serão publicados.</p>
<p>Além de terem conseguido produzir bons textos, os vencedores e os restantes distinguidos terão agora a oportunidade de melhorar e aprofundar as suas competências de escrita com Dulce Turquel, no curso de escrita criativa que será realizado ainda este mês.</p>
<p>Mais do que um concurso, o Prémio de Língua Portuguesa tornou-se um espaço onde jovens timorenses transformam memórias, medos e sonhos em literatura. Entre a ansiedade do palco, a descoberta da escrita e a possibilidade de viajar até Portugal, a edição deste ano mostrou que a língua portuguesa continua a ganhar novos autores em Timor-Leste.</p>
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		<title>BNU celebra 114 anos com oferta de curso de Língua Portuguesa a funcionários públicos e universitários</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antónia Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 07:28:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BNU]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Voz das empresas]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Pelas 8h00 da manhã, os formandos começam a chegar ao Centro Cultural Jorge Sampaio, na Embaixada de Portugal, em Díli, para mais uma sessão do curso de Língua Portuguesa. A turma é composta por 25 participantes, entre estudantes universitários e funcionários público, selecionados de um total de 250 candidatos, maioritariamente das áreas de gestão e economia.</p>
<p>O curso, oferecido pelo Banco Nacional Ultramarino (BNU Timor), representa um presente para os timorenses, no âmbito das comemorações do seu 114.º aniversário. A iniciativa tem como objetivo reforçar o nível de proficiência linguística dos formandos, promovendo o uso mais frequente e abrangente da língua portuguesa no contexto profissional e académico.</p>
<p>“Normalmente, quando há um aniversário, faz-se uma festa. Decidimos não gastar dinheiro em celebrações e oferecer algo ao povo timorense — uma prenda do BNU à comunidade”, afirmou o diretor-geral do BNU Timor, Paulo Lopes.</p>
<p>O curso, com uma duração total de 60 horas, confere, no final, um certificado de participação e de nível de proficiência, emitido pelo centro de formação da Escola Portuguesa de Díli (EPD).</p>
<p>A iniciativa conta com o apoio da Embaixada de Portugal, que cedeu o espaço, e do Centro de Formação da EPD. O embaixador de Portugal em Timor-Leste, Duarte Bué Alves, destacou o caráter distintivo da ação: “Os beneficiários devem aproveitar esta oportunidade. Foram selecionados entre 250 candidatos, ou seja, apenas 10% foram admitidos.”</p>
<p>As aulas decorrem duas vezes por semana e já se realizam há cerca de um mês, estando previsto o seu término em junho, após a conclusão da carga horária prevista e dos objetivos de aprendizagem.</p>
<p>Entre os participantes está Ricardino da Silva, estudante do Institute of Business (IOB), que reside em Tasi-Tolu e se desloca de microlete até à Embaixada de Portugal. Para conseguir chegar a horas — as aulas decorrem entre as 8h30 e as 10h30 —, acorda cedo e sai de casa por volta das 7h00. Ainda assim, encara o esforço como um desafio positivo.</p>
<p>Numa das sessões, dedicada à terminologia técnica da administração pública, a professora introduziu conceitos e incentivou os formandos a partilharem o seu entendimento dos termos apresentados, promovendo a correção linguística e a substituição de estrangeirismos pelo português.</p>
<p>A dinâmica das aulas assenta na participação ativa dos formandos, que são encorajados a expressar-se, mesmo com dificuldades, como forma de consolidar a aprendizagem. Durante os exercícios, Ricardino recorre frequentemente à internet para esclarecer dúvidas e acompanhar melhor os conteúdos.</p>
<p>No final de cada aula, os participantes são desafiados a escrever pequenos textos sobre o quotidiano. Apesar de ainda depender de apoio externo, Ricardino garante compreender o significado das palavras utilizadas, o que contribui para o seu progresso.</p>
<p>O estudante retomou agora o contacto com a língua portuguesa, que havia estudado no ensino básico, mas que deixou de utilizar ao ingressar no ensino superior, onde predominam o tétum, o inglês e o indonésio.</p>
<p><strong>Diversidade que fortalece o grupo</strong></p>
<p>A turma integra formandos com idades entre os 20 e os 50 anos, provenientes de diferentes áreas profissionais. “É um grupo muito heterogéneo, mas com grande empenho e espírito de entreajuda”, sublinhou a professora.</p>
<p>Segundo a formadora, o respeito mútuo e o ambiente de camaradagem têm sido determinantes para o sucesso das sessões: “Estou muito satisfeita com a seleção. Tivemos muita sorte com o grupo.”</p>
<p>Dália Soares, finalista de gestão financeira no IOB, soube do curso através da página de Facebook do BNU Timor. Reconhecendo ter um nível básico de português, viu nesta formação uma oportunidade de desenvolvimento académico e profissional.</p>
<p>Já Geraldo Fernandes Teles, funcionário do Ministério do Planeamento e Investimento Estratégico (MPIE), decidiu aprofundar os seus conhecimentos para responder às exigências do trabalho. “Recebemos correspondência em português e precisamos de responder na mesma língua”, explicou.</p>
<p>Segundo o próprio, foi solicitado apoio à Embaixada de Portugal para formação linguística, tendo o pedido sido encaminhado para o BNU Timor, o que acabou por dar origem ao curso.</p>
<p>Isaura Mota de Jesus, funcionária da Secretaria de Estado da Organização Urbana e Toponímia (SEATOU), do Ministério da Administração Estatal (MAE), já teve contacto com o português durante uma estadia de três anos no Brasil, mas pretende agora aperfeiçoar o domínio do português europeu.</p>
<p>Soube da formação através da sua instituição e foi uma das poucas selecionadas entre vários colegas candidatos.</p>
<p><strong>Aprendizagem com impacto profissional</strong></p>
<p>De acordo com a professora Célia Oliveira, o curso foi estruturado para dotar os formandos de competências essenciais em compreensão, leitura e produção escrita, ajustando os conteúdos às necessidades profissionais dos participantes.</p>
<p>“O grupo é relativamente homogéneo, embora haja alguns formandos com maior domínio da língua, o que contribui positivamente para a dinâmica das aulas”, referiu.</p>
<p>As principais dificuldades identificadas prendem-se com a concordância de género e número, bem como com a conjugação verbal, aspetos que estão a ser trabalhados de forma sistemática.</p>
<p>Dália Soares admite ainda alguma dificuldade em expressar-se oralmente, mas afirma conseguir compreender e escrever em português. “É um privilégio aprender com novas pessoas”, disse, destacando também a utilidade dos materiais pedagógicos disponibilizados.</p>
<p>Geraldo Teles aponta igualmente os verbos e as diferenças entre escrita e pronúncia como principais desafios, comprometendo-se a melhorar para aplicar os conhecimentos no contexto profissional.</p>
<p>Por sua vez, Isaura de Jesus vê o curso como uma oportunidade para ajustar o seu português ao padrão europeu e elogia a metodologia da professora. “Não há limite para aprender uma língua. Quero aplicar estes conhecimentos no dia a dia, não só no trabalho”, afirmou.</p>
<p>A funcionária revelou ainda que já pratica o idioma com colegas no local de trabalho, num ambiente descontraído que tem despertado o interesse de outros funcionários.</p>
<p>Célia Oliveira destaca o elevado nível de assiduidade e motivação dos formandos, bem como as condições proporcionadas pela Embaixada de Portugal, como fatores-chave para o sucesso da formação.</p>
<p>“Espero que todos adquiram as competências previstas e, acima de tudo, que assumam a língua portuguesa como sua. Se for encarada como parte da identidade timorense, os resultados serão ainda mais positivos”, concluiu.</p>
<p>Os participantes manifestaram o desejo de continuidade da iniciativa. Geraldo Teles defende o reforço e a frequência das aulas, enquanto Isaura de Jesus sugere a realização anual do curso, de forma a abranger mais funcionários públicos.</p>
<p>O BNU, sucursal da Caixa Geral de Depósitos (CGD) em Timor-Leste, com sede em Díli, é uma instituição centenária que reabriu ao público em 1999, após ter sido fundada em 1912.</p>
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		<title>BNU Timor assume liderança na sustentabilidade com créditos ESG e investimento em energia solar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antónia Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Dec 2025 08:53:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BNU]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com produtos financeiros orientados para critérios ambientais, sociais e de boa governação e com a instalação de um sistema de energia solar na sua sede, o BNU Timor posiciona-se como um agente ativo na promoção de um modelo de desenvolvimento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Com produtos financeiros orientados para critérios ambientais, sociais e de boa governação e com a instalação de um sistema de energia solar na sua sede, o BNU Timor posiciona-se como um agente ativo na promoção de um modelo de desenvolvimento mais sustentável em Timor-Leste.</em></p>
<p>Num contexto em que Timor-Leste enfrenta desafios estruturais significativos — desde a forte dependência do setor petrolífero até às limitações da infraestrutura energética — o BNU Timor decidiu assumir um papel de liderança na transição para um modelo de desenvolvimento mais sustentável. A criação de linhas de crédito com foco ambiental, social e de boa governação (ESG) e a instalação de um sistema de energia solar na sede do banco são exemplos concretos dessa estratégia.</p>
<p>A coordenadora de Sustentabilidade do BNU Timor, Nobelinha Sarmento, explica que a criação de produtos de crédito ESG visa apoiar iniciativas que contribuam para um crescimento resiliente, a inclusão social e a proteção ambiental, em alinhamento com as melhores práticas internacionais do setor financeiro.</p>
<p>“Esta iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de sustentabilidade do banco, que procura integrar critérios ambientais, sociais e de governação na avaliação de risco, na relação com os clientes e na oferta de produtos financeiros responsáveis”, afirma. Segundo Nobelinha Sarmento, a ambição do BNU Timor é reforçar o seu papel enquanto verdadeiro agente de desenvolvimento sustentável no país.</p>
<p>Atualmente, o banco disponibiliza duas linhas de crédito ESG, concebidas para diferentes públicos. Para particulares, foi criado o BNU ‘Uma’ Amiga do Ambiente, destinado ao financiamento de obras e equipamentos em habitação própria, secundária ou arrendada. Este produto apoia investimentos em energias renováveis, melhoria da eficiência energética e aumento da eficiência hídrica, com montantes entre 500 e 30.000 dólares americanos e uma taxa de juro fixa de 6,5% ao ano.</p>
<p>Para o setor empresarial, o Crédito MLP ESG-Green Land dirige-se a empresas de todas as dimensões que pretendam investir num modelo de negócio mais sustentável. São elegíveis projetos ligados à eletricidade limpa, descarbonização de edifícios, eletrificação da mobilidade, combustíveis sustentáveis, indústria verde e manufatura sustentável. Os financiamentos têm início a partir de 5.000 dólares americanos, com um valor máximo ajustado à dimensão do projeto, à capacidade financeira e ao risco de crédito, e uma taxa de juro fixa anual de 5%.</p>
<p>A avaliação das candidaturas segue critérios rigorosos. Entre eles incluem-se a conformidade com os princípios ESG, a viabilidade técnico-financeira dos projetos, a identificação clara de benefícios ambientais ou sociais, a capacidade de gestão do proponente e a existência de mecanismos de monitorização de impacto. O cumprimento das normas regulatórias e das políticas internas de risco do banco é igualmente determinante.</p>
<p>Apesar de ainda não existir em Timor-Leste um enquadramento legal que obrigue as instituições financeiras a adotar práticas ESG, o BNU Timor decidiu avançar de forma voluntária. “O país ainda não dispõe de legislação específica nesta área, o que exige uma abordagem gradual e adaptada à realidade nacional”, reconhece Nobelinha Sarmento.</p>
<p>A implementação do crédito ESG não está isenta de desafios. A economia timorense continua fortemente dependente do petróleo, responsável por mais de 80% do Produto Interno Bruto, e a infraestrutura energética assente em combustíveis fósseis limita a expansão de projetos ambientalmente sustentáveis. A isto acresce um tecido empresarial ainda pouco estruturado, com fragilidades ao nível da governação e do reporte financeiro.</p>
<p>Ainda assim, o banco mantém uma perspetiva otimista. Já foram apoiadas iniciativas com componentes ESG, sobretudo na área da eficiência energética, e existem planos claros para expandir o crédito a projetos de energia solar, tanto para famílias como para pequenos negócios. “Este é um dos setores com maior potencial de impacto positivo, ao contribuir para o acesso a energia mais limpa, sustentável e acessível”, sublinha a coordenadora.</p>
<p>Para reforçar o impacto dos créditos ESG, o BNU Timor mostra-se disponível para estabelecer parcerias com organizações não governamentais, agências de desenvolvimento, organismos internacionais e entidades governamentais. Estas colaborações poderão incluir ações de capacitação técnica, certificação e avaliação de impacto, assegurando que os projetos sejam bem estruturados e sustentáveis a longo prazo.</p>
<p>O banco pretende ainda garantir a correta utilização dos recursos através de mecanismos de monitorização e verificação, como relatórios periódicos dos beneficiários, visitas técnicas de acompanhamento, indicadores de desempenho ESG definidos contratualmente e avaliações anuais dos impactos alcançados.</p>
<p>Com esta aposta, o BNU Timor não se limita a financiar projetos, contribuindo também para lançar as bases de uma nova cultura financeira em Timor-Leste, onde o desenvolvimento económico caminha lado a lado com a responsabilidade ambiental e social.</p>
<p><strong>Compromisso com a sustentabilidade</strong></p>
<p>A instalação de um sistema de energia solar na sede do BNU Timor representa mais do que um investimento tecnológico. Trata-se de uma afirmação clara do compromisso do banco com a sustentabilidade ambiental e com o futuro energético de Timor-Leste.</p>
<p>Nobelinha Sarmento explica que a decisão de instalar painéis solares foi impulsionada por uma combinação de fatores estratégicos e ambientais. O principal objetivo passa por reduzir a pegada ambiental da instituição, promover uma maior eficiência energética e contribuir ativamente para a transição para fontes de energia limpa.</p>
<p>“A energia solar permite reduzir custos operacionais, reforçar a resiliência energética do banco e alinhar as nossas operações com compromissos de sustentabilidade e boas práticas ESG”, destaca. Em simultâneo, o projeto pretende servir de exemplo para a comunidade timorense, incentivando outras empresas e instituições a adotarem soluções semelhantes.</p>
<p>A capacidade instalada do sistema solar foi definida com base no consumo energético da sede e nas condições técnicas do edifício. Embora a potência exata — geralmente expressa em quilowatt-pico (kWp) — dependa da validação final do relatório técnico, o projeto foi concebido para responder de forma eficiente às necessidades energéticas do banco.</p>
<p>A instalação ficou a cargo de um fornecedor especializado e devidamente certificado em sistemas fotovoltaicos, selecionado através de um processo rigoroso de avaliação técnica e financeira. Entre os critérios considerados estiveram a qualidade dos equipamentos, a experiência do fornecedor e as garantias de desempenho do sistema, assegurando a fiabilidade e a sustentabilidade do investimento.</p>
<p>A aposta na energia solar não é uma ação isolada, integrando-se num plano mais amplo de eficiência energética e redução gradual das emissões de carbono do BNU Timor. Para além da produção de energia limpa, o banco tem vindo a implementar medidas de otimização de consumos e a promover práticas sustentáveis no ambiente de trabalho, reforçando uma cultura institucional alinhada com os princípios ESG.</p>
<p>Do ponto de vista financeiro, o investimento apresenta um retorno atrativo. O período estimado de retorno situa-se entre quatro e sete anos, dependendo do custo total do sistema, da produção mensal de energia e da redução alcançada na fatura de eletricidade. Atualmente, o sistema gera entre 15.000 e 18.000 kWh por mês, o que se traduz numa poupança de cerca de 30% a 60% nos custos com eletricidade, aumentando a autonomia energética da sede.</p>
<p>Relativamente à expansão do projeto para outras agências, o banco adota uma abordagem faseada. Para já, está previsto, já no próximo ano, um upgrade do sistema instalado na sede, com a integração de soluções de armazenamento de energia através de baterias. Esta melhoria permitirá maximizar o aproveitamento da energia produzida e reforçar ainda mais a resiliência energética da instituição.</p>
<p>O BNU Timor tem procurado comunicar esta iniciativa de forma ativa junto dos clientes e da comunidade. Redes sociais, website institucional, participação em eventos públicos e materiais informativos nas agências são alguns dos canais utilizados para divulgar o projeto. “O banco está comprometido com práticas sustentáveis e acredita no papel das energias limpas no desenvolvimento do país”, refere.</p>
<p>Mais do que comunicar, o banco pretende inspirar. A instalação de energia solar na sede funciona como um exemplo concreto de que esta solução é viável, fiável e financeiramente vantajosa. A experiência permite ao BNU Timor incentivar clientes e empresas a considerarem a energia solar, apoiando essa transição através de produtos financeiros verdes, parcerias com fornecedores do setor energético e soluções de crédito específicas.</p>
<p>Para a coordenadora Nobelinha Sarmento, a sustentabilidade só se consolida com o envolvimento de todos. O banco aposta em campanhas internas de sensibilização sobre eficiência energética e boas práticas ambientais, ações de formação e workshops para colaboradores, projetos de responsabilidade social com foco ambiental e na oferta de produtos financeiros verdes, como linhas de crédito para a instalação de painéis solares.</p>
<p>Com esta iniciativa, o BNU Timor reafirma o seu papel enquanto instituição financeira comprometida não apenas com resultados económicos, mas também com a construção de um futuro mais sustentável para Timor-Leste, onde a energia limpa se torna parte integrante do quotidiano e do desenvolvimento nacional.</p>
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		<title>BNU Timor incentiva poupança infantil em campanha nacional de literacia financeira em Ermera</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rilijanto Viana]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Sep 2025 10:38:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BNU]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Voz das empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O BNU Timor distribuiu 38 vouchers no valor de 25 dólares americanos a estudantes em Ermera, destinados à abertura de contas “Ha’u Nia Futuru”. A iniciativa visa promover hábitos de poupança desde a infância. O Banco Nacional Ultramarino (BNU Timor) [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>O BNU Timor distribuiu 38 vouchers no valor de 25 dólares americanos a estudantes em Ermera, destinados à abertura de contas “Ha’u Nia Futuru”. A iniciativa visa promover hábitos de poupança desde a infância. </em></p>
<p>O Banco Nacional Ultramarino (BNU Timor) marcou presença na campanha nacional de educação financeira e de sensibilização para o produto de poupança <em>“Ha’u Nia Futuru”</em> (O Meu Futuro, em português), realizada na  sexta-feira (05/09), na vila de Ermera. A iniciativa, promovida pelo Banco Central de Timor-Leste (BCTL), teve como objetivo incentivar a criação de hábitos de poupança saudáveis desde cedo, contribuindo para a estabilidade financeira no futuro.</p>
<p>A campanha integra um esforço mais amplo de literacia financeira do BCTL, em colaboração com diversas instituições financeiras.</p>
<p>A atividade contou com a participação ativa de um grande número de estudantes do 3.ºciclo das escolas da vila de Ermera, bem como dos respetivos professores. Durante o evento, os participantes tiveram a oportunidade de aprender sobre a importância da poupança e o papel que esta desempenha na construção de um futuro financeiro sustentável.</p>
<p>A diretora-geral adjunta do BNU, Ana Vieira de Andrade, afirmou que o Banco está fortemente empenhado na campanha de literacia financeira, cujo objetivo é aproximar o setor bancário das camadas mais jovens da população.</p>
<p>“Estamos a participar neste programa, com o objetivo de tornar os Bancos mais conhecidos pelas crianças. É importante que, desde cedo, se compreenda o papel dos Bancos na nossa vida”, sublinhou.</p>
<p>Durante a atividade, o BNU Timor distribuiu 38 vouchers no valor de 25 dólares cada, destinados às crianças que responderam corretamente a perguntas sobre finanças, sobre o BNU Timor, sobre Portugal e conhecimentos gerais. Estes prémios funcionaram como incentivo para a abertura de contas poupança “Ha’u Nia Futuru”.</p>
<p>Ana Vieira de Andrade destacou que a iniciativa visa ensinar às crianças a importância da poupança e o papel dos Bancos como instituições de confiança, onde as famílias podem guardar os seus rendimentos.</p>
<p>“A conta chama-se ‘Futuro’ porque é exatamente isso que promove: uma preparação para o futuro. Os Bancos não só ajudam a financiar projetos, como também oferecem segurança para as poupanças. Este é um passo essencial na formação das nossas crianças”, afirmou.</p>
<p>A responsável frisou ainda que todos os bancos aderiram à campanha, demostrando que a inclusão financeira é uma responsabilidade coletiva. “Fazer parte deste tipo de iniciativas é fundamental. Estamos a contribuir para a literacia e inclusão financeiras, que passa por explicar às pessoas, desde pequenas, como funcionam os bancos, porque devem confiar neles e de que forma estes podem ajudar no desenvolvimento económico e pessoal”, destacou.</p>
<p>Ana Andrade confirmou que várias crianças, com o apoio dos seus pais, já abriram as suas contas “Ha’u Nia Futuru” no BNU Timor, encorajando outros cidadãos a fazer o mesmo.</p>
<p>“Estes meninos que hoje ganharam os vouchers vão abrir uma conta que pode ser muito importante para o seu futuro. Alguns já o fizeram, e esta é uma iniciativa que queremos ver crescer ainda mais”, acrescentou.</p>
<p><strong>Critérios para abertura da conta “Ha’u Nia Futuru”</strong></p>
<p>A conta poupança “Ha’u Nia Futuru” é um produto financeiro criado pelo Banco Central de Timor-Leste em 2015. O programa pretende incentivar a poupança entre crianças e jovens timorenses, promovendo desde cedo a educação financeira e o planeamento do futuro.</p>
<p>Para abrir a conta, a criança deve ser cidadã timorense e ter entre 0 e 17 anos de idade. Cada criança pode possuir apenas uma conta. Os pais devem apresentar documentos como a certidão de nascimento, de batismo ou ficha da família, declaração da autoridade do suco, cartão eleitoral ou bilhete de identidade dos pais.</p>
<p>A conta pode ser aberta com um depósito inicial mínimo de 1 dólar americano em qualquer agência dos Bancos comerciais em Díli e nos municípios.</p>
<p>Os valores depositados só poderão ser levantados quando a criança atingir os 17 anos, exceto em casos específicos como necessidade de tratamento médico (mediante apresentação de atestado),  ou em caso de falecimento da criança (mediante apresentação da certidão de óbito).</p>
<p>A conta “Ha’u nia Futuru” não tem custos de administração e oferece uma taxa de juro mínima anual progressiva que começa em 1,50%, indo até 2,25% no sexto ano e seguintes.</p>
<p>Os pais e familiares podem contribuir diretamente para a conta da criança, com depósitos a qualquer momento, incentivando a acumulação de poupança de forma constante e segura.</p>
<p><strong>Crianças recebem vouchers para abrir contas bancárias</strong></p>
<p>Mónica Laura Ximenes, de 10 anos, aluna da Escola Básica Filial Municipal de Ermera Vila, foi uma das contempladas com o voucher atribuído pelo BNU, manifestando grande entusiasmo ao abrir a sua conta no banco português.</p>
<p>“Recebi o voucher no valor de 25 dólares e este valor já está na minha conta. Estou muito feliz e vou conversar com os meus pais para que também me ajudem a continuar a guardar dinheiro no banco”, afirmou.</p>
<p>Com o sonho de se tornar médica, Mónica destacou a importância da poupança para atingir os seus objetivos. “Guardar dinheiro é muito importante, porque quando quisermos continuar os estudos no ensino superior, talvez não tenhamos dificuldades financeiras”, sublinhou.</p>
<p>Outro vencedor, Bendito da Silva Caldas, de 14 anos, aluno da Escola Básica Central de Talimoro, também se mostrou satisfeito com a iniciativa. “Fiquei muito feliz por ganhar o voucher do BNU e abrir a minha conta bancária. Quero guardar bem o meu dinheiro para garantir o futuro. Daqui para a frente, vou continuar a depositar o meu dinheiro no banco”, declarou.</p>
<p>Já Catya Peregrina Exposto Fernandes da Silva, de 11 anos, estudante da Escola Básica Filial Municipal de Ermera Vila, partilhou a importância de participar nesta campanha, uma vez que ajuda a conhecer melhor as instituições financeiras existentes em Timor-Leste.</p>
<p>“Este programa incentivou-me a abrir a minha conta para poder guardar o meu dinheiro de forma segura”, disse.</p>
<p>Catya explicou ainda que antes costumava guardar o dinheiro em casa, o que não era sempre seguro. “Antes, guardava o dinheiro num cofre em casa, mas, às vezes, acabava por o gastar. Também tinha receio que alguém o roubasse. Com esta atividade, agora quero guardar o dinheiro no banco”, concluiu.</p>
<p><strong>BCTL destaca importância da literacia financeira e hábitos de poupança em Ermera</strong></p>
<p>O Vice-Governador do Banco Central de Timor-Leste, Rafael Borges, afirmou que o BCTL<strong>,</strong> em parceria com instituições financeiras nacionais e internacionais, está a intensificar os esforços na campanha nacional de literacia financeira, com o objetivo de promover o planeamento financeiro, a cultura de poupança e a proteção dos rendimentos entre os cidadãos.</p>
<p>Segundo Rafael Borges, é fundamental incentivar a população a refletir sobre a forma como gere os seus recursos e a importância de garantir estabilidade financeira no futuro. “Sem uma cultura de poupança, os rendimentos podem ser gastos rapidamente, comprometendo o futuro”, alertou.</p>
<p>Rafael Borges afirmou que o BCTL convidou as instituições financeiras a aproximarem-se das comunidades para apresentarem os produtos e serviços disponíveis. “Desta forma, podemos ajudar a população a fazer melhores escolhas para desenvolver as suas vidas e os seus negócios”, disse.</p>
<p>O vice-governador recordou que o produto “Poupança: Ha’u nia Futuru”, lançado em 2015, já permitiu a abertura de cerca de 26 mil contas bancárias para crianças, com um montante total superior a 26 milhões de dólares americanos.</p>
<p>Contudo, salientou que os dados mais recentes mostram que Ermera ainda apresenta uma baixa adesão ao programa, ocupando o 4.º lugar entre os municípios com menor número de contas abertas, com apenas 1.438 contas de crianças, somando cerca de 2 mil dólares americanos, um valor considerado muito baixo.</p>
<p>“Ermera é uma região com grande potencial económico, principalmente na produção de café. No entanto, a falta de hábitos de poupança continua a ser um desafio”, referiu.</p>
<p>O responsável acrescentou que durante a época da colheita, os rendimentos aumentam significativamente, trazendo alegria à população. No entanto, esse aumento temporário muitas vezes conduz a gastos excessivos, e, quando a época do café termina, as dificuldades regressam.</p>
<p>Rafael Borges espera que, através da campanha de literacia financeira e do programa “Poupança: Ha’u Nia Futuru”, Ermera possa transformar-se num exemplo de poupança a nível nacional e servir de inspiração para os restantes municípios.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.diligenteonline.com/bnu-timor-incentiva-poupanca-infantil-em-campanha-nacional-de-literacia-financeira-em-ermera/">BNU Timor incentiva poupança infantil em campanha nacional de literacia financeira em Ermera</a> aparece primeiro em <a href="https://www.diligenteonline.com">DILIGENTE</a>.</p>
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		<title>BNU Timor apresenta soluções inovadoras e sustentáveis na Díli Trade Expo 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Sep 2025 09:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[BNU]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Voz das empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Banco Nacional Ultramarino (BNU) Timor reafirmou o seu papel como parceiro estratégico no crescimento económico do país, promovendo inovação, digitalização e sustentabilidade no setor financeiro timorense. O Banco Nacional Ultramarino (BNU) Timor, a instituição bancária mais antiga a operar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>O Banco Nacional Ultramarino (BNU) Timor reafirmou o seu papel como parceiro estratégico no crescimento económico do país, promovendo inovação, digitalização e sustentabilidade no setor financeiro timorense.</em></p>
<p>O Banco Nacional Ultramarino (BNU) Timor, a instituição bancária mais antiga a operar no sistema financeiro timorense, participou este sábado (30.08) no seminário sobre serviços financeiros em Timor-Leste, realizado no Centro de Convenções de Díli. A atividade integrou a <em>Díli International Trade Expo 2025</em>, que decorreu sob o lema <em>“</em><strong>Hadomi Hau nia Produto, Hadomi Hau nia Timor</strong><em>”</em> (“Amo o meu produto, amo o meu Timor” &#8211; em português).</p>
<p>O evento, organizado pelo Ministério do Comércio e Indústria, teve como objetivo promover o intercâmbio e colaboração entre países, pequenas e médias empresas (PMEs), organizações não governamentais (ONG’s) e instituições governamentais, valorizando conquistas, inovações culturais e tecnológicas e reforçar a cooperação entre diversos setores.</p>
<p>Durante a sua intervenção, o gerente da agência do BNU Timor, Higino Belo, apresentou o tema <em>“Strengthening Banking Service for Enterprises</em>” (“Reforçando os Serviços Bancários para Empresas” &#8211; em Português), destacando a longa história e o papel central do banco no desenvolvimento económico de Timor-Leste. “Estamos há mais de um século a operar em Timor-Leste. O BNU tem contribuído significativamente para o crescimento económico, especialmente no apoio às empresas e na introdução de soluções modernas no sistema financeiro”, afirmou.</p>
<p>O responsável acrescentou que o banco oferece uma ampla gama de produtos e serviços adaptados às necessidades de particulares e empresas, desde contas à ordem e de poupança, com pacotes específicos para clientes empresariais, até contas destinadas a jovens entre os 17 e os 25 anos, isentas de taxas de manutenção e pensadas para incentivar a poupança. Para promover a cultura de poupança, o BNU dispõe ainda de produtos como a conta <em>“Hau Nia Futuru”</em> (O meu futuro – em Português)</p>
<p>Entre os meios de pagamento disponibilizados estão cheques, cartões de crédito, bem como serviços de <em>online banking</em>, terminais de pagamento automático (POS) e caixas automáticas.</p>
<p>O banco disponibiliza também meios de pagamento tradicionais e modernos, incluindo cheques, cartões de débito e crédito (locais e internacionais – Visa e <em>Mastercard</em>). Atualmente, o banco dispõe de cerca de 63  caixas automáticas (ATM)  distribuídas  pelo  território de Timor-Leste e terminais POS em supermercados e lojas, facilitando os pagamentos eletrónicos.</p>
<p>“Mais de 80% das transações em Timor-Leste ainda são feitas em numerário. O nosso objetivo é transformar esse cenário, promovendo os meios de pagamento eletrónicos e digitais”, frisou o gerente.</p>
<p>O serviço BNU Direto, uma plataforma de <em>internet banking</em>, permite aos clientes realizar transferências nacionais e internacionais, consultar saldos, adquirir saldo da Timor Telecom, pagar taxas sem comissões e contactar o banco em caso de dificuldades.</p>
<p>Para além disso, o BNU Timor disponibiliza serviços de transferência internacional. Para as empresas, o banco oferece garantias bancárias para execução de serviços e concursos públicos e linhas de crédito para projetos de investimento.</p>
<p>Durante a apresentação, Higino Belo destacou também a importância da diversificação e da expansão económica, sublinhando que a transição de uma economia azul para uma economia verde requer o envolvimento do setor financeiro e a iniciativa do setor privado. “O apoio do BNU depende de planos de desenvolvimento viáveis, benéficos e realistas apresentados pelas empresas”, disse.</p>
<p>O responsável recordou que o BNU já lançou campanhas de crédito com taxas de juro atrativas, mas registou ainda pouca adesão por parte das empresas. “O banco avalia cuidadosamente os riscos associados a cada cliente antes de conceder financiamento, para evitar incumprimentos que possam fragilizar o sistema financeiro”, destacou.</p>
<p>Higino Belo afirmou ainda que entre os produtos inovadores estão o crédito comunitário, destinado a apoiar empresas que pretendem importar bens e serviços para o país. Além disso, o banco lançou recentemente novas linhas de crédito para empresas e particulares que pretendem investir em soluções energéticas sustentáveis, como a instalação de painéis solares. “Estes produtos refletem o compromisso do BNU Timor com a sustentabilidade ambiental”, reforçou.</p>
<p>O BNU opera também uma agência móvel, que oferece os mesmos serviços de uma agência física, incluindo atendimento ao público e acesso a ATM, contribuindo assim para a inclusão financeira.</p>
<p>O BNU Timor cumpre rigorosamente os regulamentos do Banco Central de Timor-Leste, do Banco Central Europeu e do Banco de Portugal, assegurando a estabilidade e a confiança no sistema financeiro. Segundo o representante do banco, “um banco que não cumpre as normas regulatórias coloca em risco o sistema financeiro”.</p>
<p>Higino afirmou que o banco tem vindo a investir continuamente na modernização dos seus sistemas informáticos, reforçando a segurança digital e promovendo a digitalização dos meios de pagamento, para oferecer serviços mais eficientes e modernos.</p>
<p>Para Ana Andrade, diretora geral adjunta do BNU Timor, a participação na Díli International Trade Expo 2025 foi particularmente importante, dado o evento reunir diversas comitivas internacionais e empresas locais, permitindo mostrar Timor-Leste ao mundo e fortalecer a ligação com os cidadãos e os negócios. “A nossa presença aqui é muito importante, porque estamos a abrir Timor-Leste a outros países, mostrando o nosso potencial e as oportunidades que temos para oferecer”, referiu.</p>
<p>Durante a feira, o BNU apresentou um stand institucional e a agência móvel, dando a conhecer a sua oferta de contas, créditos e soluções inovadoras de financiamento sustentável. “Temos uma clientela fiel, mas ainda há muito a fazer. Precisamos que as pessoas nos visitem, tragam os seus projetos, para que possamos apoiá-las da melhor forma possível”, acrescentou.</p>
<p>A responsável salientou que a presença na Expo vai além da promoção de produtos. “Estar aqui é estar perto das pessoas, das comunidades e das empresas. É a forma mais eficaz de mostrar o que temos para  oferecer e de cumprir a nossa missão de apoiar o desenvolvimento de Timor-Leste”, destacou.</p>
<p>O evento recebeu também <em>feedback</em> positivo dos participantes. Gabriel Pereira afirmou que a apresentação lhe despertou interesse, sobretudo no que diz respeito às contas poupança destinadas a jovens. “Pretendo visitar uma agência para obter mais informações sobre esta opção. Criar o hábito de poupar é essencial, sobretudo para quem deseja investir no futuro”, afirmou.</p>
<p>Já Madalena Soares, cliente do banco, elogiou a seriedade da instituição: “Ainda não tenho um plano de crédito, mas vejo que o banco atua com seriedade e está realmente comprometido em apoiar quem quer crescer no seu negócio. É crucial que continue a aproximar-se da população de forma acessível e transparente.” Madalena apelou ao banco que continue a aproximar-se da população para apresentar os produtos de forma acessível e transparente. “É essencial que o BNU continue a garantir a segurança dos dados dos clientes, assim reforça a confiança do público na instituição”, concluiu.</p>
<p>O seminário contou ainda com a participação de representantes de outras instituições financeiras, como o Banco Nacional de Comércio de Timor-Leste, o Bank Republik Indonesia, a cooperativa de crédito CU LANAMONA, a empresa de transferências Western Union, a instituição de microfinanças Kaebauk, bem como de académicos convidados.</p>
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		<title>Fibra ótica da SACOMTEL: primeiros 500 clientes beneficiam de instalação a preço promocional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Antónia Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Sep 2025 08:32:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Voz das empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A SACOMTEL já disponibilizou a sua rede de fibra ótica em Timor-Leste, e os primeiros 500 clientes podem instalar o cabo por apenas 45 dólares americanos. Após este lote inicial, o valor da instalação passa a ser de 100 dólares. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>A SACOMTEL já disponibilizou a sua rede de fibra ótica em Timor-Leste, e os primeiros 500 clientes podem instalar o cabo por apenas 45 dólares americanos. Após este lote inicial, o valor da instalação passa a ser de 100 dólares.</p>
<p>A empresa, criada durante a pandemia de Covid-19 para responder à necessidade de ensino online enquanto a internet no país era lenta, está a investir entre 25 e 30 milhões de dólares americanos para melhorar a conectividade digital.</p>
<p>Em junho de 2023, a SACOMTEL estabeleceu parceria com a empresa nacional de eletricidade da Indonésia (PLN) para ligar o cabo suspenso de fibra ótica proveniente de Singapura, através de Timor Ocidental, Batugade. O cabo utilizado é do tipo ADSS (Cabo totalmente dielétrico auto-suportado), sem partes metálicas, evitando riscos de electrocução.</p>
<figure id="attachment_20474" aria-describedby="caption-attachment-20474" style="width: 436px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-20474" src="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2025/09/sacomtel-1.png" alt="" width="436" height="395" srcset="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2025/09/sacomtel-1.png 436w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2025/09/sacomtel-1-416x377.png 416w" sizes="auto, (max-width: 436px) 100vw, 436px" /><figcaption id="caption-attachment-20474" class="wp-caption-text">Foto: SACOMTEL</figcaption></figure>
<p>A 16 de maio deste ano, iniciou-se a instalação do cabo de fibra ótica desde a <em>Gateway </em>Internacional da SACOMTEL em Batugade, até Díli, numa distância total de 190 quilómetros. O lançamento oficial contou com a presença de representantes da Autoridade Nacional de Comunicações (ANC).</p>
<p>Desde o início das instalações a clientes, a rede já cobre a cidade e várias empresas e residências já usufruem do serviço. Entre os clientes encontram-se empresas de telecomunicações e particulares que instalaram fibra diretamente nos seus edifícios.</p>
<p>O presidente da SACOMTEL, Abílio Araújo, explicou que a instalação inicial mais barata visa incentivar a adesão ao serviço. “Para as primeiras 500 assinaturas, o preço do cabo suspenso é de 45 dólares. Depois disso, o valor será de 100 dólares. A mensalidade mantém-se competitiva, a par da Starlink, a 50 dólares por mês”, detalhou.</p>
<p>A rede de fibra suporta velocidades de até 100 Gbps (gigabits por segundo), permitindo carregamentos e descarregamentos rápidos, videochamadas sem interrupções, jogos online e <em>streaming</em> de baixa latência. A tecnologia é imune a interferências eletromagnéticas e condições meteorológicas adversas.</p>
<p>“Os utilizadores beneficiam de velocidades iguais de upload e download, fundamentais para trabalho remoto, videoconferências e armazenamento na nuvem”, assegurou Abílio Araújo.</p>
<p>A SACOMTEL oferece pacotes acessíveis para diferentes perfis de utilizadores. O pacote de 50 dólares por mês é um dos mais populares e garante uma conexão estável e rápida. A empresa pretende expandir a oferta com outros pacotes introdutórios com descontos.</p>
<p>“Acreditamos que a internet rápida não deve ser um luxo. A nossa infraestrutura de fibra permite oferecer qualidade a preços acessíveis, quebrando barreiras de custo que antes impediam muitos utilizadores”, defendeu o presidente da empresa.</p>
<figure id="attachment_20475" aria-describedby="caption-attachment-20475" style="width: 382px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-20475" src="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2025/09/sacomtel-2.png" alt="" width="382" height="255" /><figcaption id="caption-attachment-20475" class="wp-caption-text">Foto: SACOMTEL</figcaption></figure>
<p>Segundo Abílio Araújo, o maior desafio da SACOMTEL em Timor-Leste é enfrentar tentativas de bloqueio das suas atividades por concorrentes, em violação das leis da livre concorrência. “Nesses casos, recorremos aos tribunais”, disse.</p>
<p>A rede de fibra enfrenta riscos naturais e humanos, incluindo ventos fortes, raios, queda de árvores, acidentes com postes, roubo, vandalismo e interferência de animais. Para minimizar problemas, a empresa utiliza cabos de alta qualidade, dielétricos e resistentes a raios UV, instala sistemas de aterramento e realiza inspeções periódicas, poda de árvores e sinalização de áreas de risco.</p>
<p>“Os cabos de fibra ótica são seguros para quem vive próximo. Não emitem radiação, não transportam corrente elétrica nem geram campos eletromagnéticos como linhas de energia ou torres de rádio”, garantiu Abílio Araújo.</p>
<figure id="attachment_20476" aria-describedby="caption-attachment-20476" style="width: 640px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-20476" src="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2025/09/sacomtel-3-900x497.png" alt="" width="640" height="353" srcset="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2025/09/sacomtel-3-900x497.png 900w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2025/09/sacomtel-3-516x285.png 516w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2025/09/sacomtel-3-768x424.png 768w, https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2025/09/sacomtel-3.png 983w" sizes="auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption id="caption-attachment-20476" class="wp-caption-text">Foto: SACOMTEL</figcaption></figure>
<p>A SACOMTEL pretende oferecer serviços adicionais como conexões empresariais, soluções em <em>cloud</em>, VoIP, IPTV e suporte dedicado. O retorno do investimento está previsto entre 4 a 5 anos.</p>
<p>“Valorizamos a concorrência porque ela incentiva todos a fazer melhor, e estamos prontos para dar o exemplo”, concluiu Abílio Araújo.</p>
<p style="text-align: center;">CONTEÚDO COMERCIAL</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-20477" src="https://www.diligenteonline.com/wp-content/uploads/2025/09/logo-sacomtel.png" alt="" width="156" height="162" /></p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.diligenteonline.com/fibra-otica-da-sacomtel-primeiros-500-clientes-beneficiam-de-instalacao-a-preco-promocional/">Fibra ótica da SACOMTEL: primeiros 500 clientes beneficiam de instalação a preço promocional</a> aparece primeiro em <a href="https://www.diligenteonline.com">DILIGENTE</a>.</p>
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